25/05/2015 às 18h07min - Atualizada em 25/05/2015 às 18h07min

Projeto de escola de Piranhas é selecionado em edital de multinacional e será colocado em prática

Todos os projetos inscritos foram avaliados pelo Comitê de Responsabilidade Socioambiental, de acordo com os critérios definidos no Edital.

Jotta Oliveira - com colaboração do Prof. Nilson Alves de Araújo
Tribuna Piranhense
Escola Estadual Joaquim Francisco de Souza (Foto: Reprodução/Facebook)

Primeiro, a expectativa. Depois, a esperança e, finalmente, a confirmação. Foi assim que os profissionais da Escola Estadual Joaquim Francisco de Souza descreveram a sensação, diante da divulgação final do Edital Socioambiental, pela Brookfield Energia Renovável, no último dia 20 de maio. O projeto da escola, que você conhecerá no final desta matéria, foi um dos dois contemplados a nível nacional, após avaliação rigorosa do Comitê de Responsabilidade Socioambiental da empresa. Antes, conheça a trajetória para se chegar a esse resultado.

No final do ano de 2011 a escola tomou conhecimento sobre o compromisso socioambiental desenvolvido pela Brookfield, em parceria com instituições sem fins lucrativos e em municípios onde a empresa tem empreendimentos, através de projetos que promovam a sustentabilidade – recuperação, reutilização e preservação. Toda a comunidade escolar ficou motivada com a possibilidade de participar dessa importante iniciativa, através do Conselho Escolar Joaquim Francisco de Souza.

Já nos primeiros meses de 2012, o primeiro projeto, voltado ao reaproveitamento do óleo de cozinha e aproveitamento de plantas oleaginosas, visando a fabricação de biodiesel, a ser utilizado na frota do transporte escolar. O objetivo era viabilizar a construção de uma pequena usina, com a participação de duas comunidades escolares: Joaquim Francisco de Souza e Sebastião José de Faria. Configurava-se, então, como a alternativa para transformar um resíduo pernicioso, em bens para a sociedade piranhense, estendendo aos Projetos de Assentamentos Rurais, como fonte alternativa de renda e ampliando a sustentabilidade local e a confirmação das famílias. Criou-se uma expectativa, porém com os pés no chão, porque se conhecia pouco sobre esse tipo de projeto. Foi uma experiência formidável.

Dois anos após, em 2014, outra oportunidade. Depois de muita discussão sobre viabilidade e necessidade, decidiu-se que um novo projeto deveria ser formatado, voltado ao resgate do Córrego Raizeiro, tão degradado e que já foi local de passeios e piqueniques. O título “Renascer e Sobreviver – Córrego Raizeiro”, foi idealizado pelos próprios alunos e tinha como objetivo reflorestar as margens do córrego, para conservar água limpa e potável, garantindo a sobrevivência de seres vivos e melhor qualidade de vida à população ribeirinha.

De expectativa, passou-se à esperança, já que tecnicamente o projeto ficou com uma configuração diferente. E o resultado esperado proporcionava esse tipo de sentimento, porque envolvia a participação de vários segmentos da sociedade local, e a mudança de conceito quanto à recuperação e preservação do meio ambiente. Na avaliação do Comitê, o projeto ficou entre os melhores.

Finalmente, neste ano, pela terceira vez, outro projeto construído coletivamente e fundamentalmente socioambiental, com o nome “Água: Gestão sustentável preserva a vida e cria possibilidades”, tendo como objetivo apresentar um modelo de captação de água de telhados, quadra poliesportiva e ainda de aparelhos de ar condicionado, a fim de melhoria ambiental, economia de água potável, na manutenção de horta escolar (para complemento nutricional de alunos atendidos na escola), limpeza de ambientes e irrigação de plantas e jardim.

A ideia veio justamente num momento em que esse assunto é amplamente discutido, havendo uma preocupação macro com a escassez e maus tratos com esse líquido, essencial à permanência da vida na terra. Dessa vez, a confirmação. O projeto foi selecionado, juntamente com outro de Minas Gerais, para ser contemplado com o aporte financeiro oferecido pela Brookfield, na consecução de atividade socioambiental.

Em nota, a escola, através de seu Conselho Escolar agradeceu aos parceiros: equipe de redação; Prefeitura Municipal de Piranhas; Instituto Federal Goiano Campus de Iporá; Unidade local da EMATER (Piranhas); Agros Planejamentos Agropecuários Ltda; Calhas Queiroz e Rhamer Engenharia.

“Biodiesel, recuperação de mata ciliar e água. Três assuntos distintos, mas que concorrem para um mesmo objetivo: estabelecer a sustentabilidade e a qualidade de vida. Portanto, maior que esse triunfo, é a certeza de que a escola dá um passo importante sobre respeito e uso correto dos recursos naturais. Outras ideias estão à caminho e vão se juntar a essa conquista, para que a instituição não se limite apenas a espaço dialético, mas onde aconteça a aprendizagem calcada no exemplo e no compromisso com o ser e o meio. Esta é mais uma de grandes oportunidades e conquistas da escola. Portanto, é preciso que seja celebrada com uma bela comemoração, de forma sustentável, principalmente no uso correto e na quantidade adequada da água, elemento responsável por essa extraordinária vitória”, disse a direção da escola, em nota enviada à imprensa.

O Edital de Responsabilidade Social é publicado anualmente com o objetivo de selecionar projetos com cunho socioeconômico ou ambiental que contribuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades ou grupos sociais das regiões onde a Brookfield Energia Renovável possui empreendimentos.

Só mais uma cidade do Brasil foi selecionada no edital. O segundo projeto selecionado foi o “Oficinas de Artesanato e Cidadania”, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Cataguases (MG), que visa a realização de oficinas de artesanato para a capacitação de alunos da APAE e seus familiares, que produzirão peças como chaveiros, calendários e caixas decorativas. Os produtos serão comercializados em feiras e o lucro será reaplicado na APAE, para a compra de novos materiais.


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