03/06/2015 às 07h49min - Atualizada em 03/06/2015 às 07h49min

Trabalhando sozinho, produtor chega a marca de mais 1,6 tonelada de carne suína por mês

Jotta Oliveira - com informações do Sistema Faeg/Senar
Tribuna Piranhense
João Batista transformou-se em sucesso em Piranhas ao vender carne suína (Foto: Reprodução/Revista Campo)

“São pessoas sérias, que ajudam os produtores a fazer de um limão uma limonada”. Foi com entusiasmo e com palavras de agradecimento que João Batista Oliveira, de anos 54, contou a sua história e a transformação que os cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás proporcionaram à sua vida. Declarando que sua produção de carne suína “sai muito bem” em Piranhas, cidade localizada na região oeste de Goiás e com pouco mais de 11 mil habitantes, Batista fez as contas e afirmou que consegue produzir 400 kg por semana, mantendo sempre 10 a 16 suínos em sua chácara para não correr o risco de não encontrar o animal para comprar no mercado.

Entre os cursos realizados pelo produtor, um dos que mais contribuíram para o aperfeiçoamento de sua produção foi o de Transformação Caseira de Carne Suína, com carga horária de 24 horas. Entretanto, o que motivou a fazer o curso foi a base obtida em outro treinamento. “Eu fiz diversos cursos do Senar, como de cerca elétrica, manejo de pastagens e construção de cercas. Como já tinha feito o de Embutidos e Defumados, resolvi aperfeiçoar ainda mais o que aprendi com o treinamento de Carne Suína”, explicou João Batista.

Durante o treinamento, Batista aperfeiçoou técnicas de higiene pessoal e do ambiente de trabalho, compreendeu a importância do aproveitamento e processamento correto dos alimentos, aprendeu a construir e montar defumadores e a fazer o processamento de linguiça, bacon, toucinho, lombo e do Kit Feijoada. Além disso, João Batista também aprendeu técnicas de comercialização, fato que auxiliou na disseminação da qualidade do seu trabalho no município.

O produtor, que nasceu em Caiapônia, mas que mudou-se cedo para Piranhas, afirma que trabalha no campo desde a infância com gado de leite e de corte. Já com suínos, o produtor começou a investir em 2013, ano em que fez o treinamento sob a instrução de Paulo Fernando da Silva, o Marruco, instrutor do Senar desde 2010. Batista afirma que o aprendizado obtido durante o curso contribuiu significativamente para a melhoria de sua produção.

“No treinamento aprendi a aproveitar melhor a matéria-prima, a utilizar com mais qualidade os temperos e a realizar o trabalho comercialmente”, relata. Dessa forma, o produtor consegue comercializar quase todo o suíno abatido, seja vendendo apenas a carne ou preparando linguiças.

Barreiras a serem superadas

Preocupado com a qualidade do produto que comercializa, João Batista revela que encontra apenas um problema na produção da carne: encontrar mão-de-obra responsável. Segundo o produtor, o trabalho exige cuidado por se tratar de um material perecível e o manuseio de maneira inadequada pode causar problemas para o negócio de Batista e à saúde dos consumidores.

“O problema que encontro é o medo que tenho em contratar mão-de-obra que comprometa o que construí até agora. Felizmente, estamos ‘criando’ nosso nome na cidade, mas um erro pode colocar tudo a perder”, comenta.

Por conta de sua preocupação com o manejo da carne, João Batista trabalha sozinho e afirma que não vende o produto para outros municípios justamente por não contar com ajuda. “Enfrento problemas de coluna e no abate do porco porque não acredito em qualquer pessoa para abater e trazer o animal até a minha mesa. Sou muito chato nesse aspecto. Por isso, tenho preocupação de crescer e não conseguir atender a todas as demandas”, explica.

Atualmente, o produtor comercializa seus produtos no atacado e no varejo apenas em Piranhas. Batista afirma que já tem uma boa clientela e divide os méritos do sucesso com os profissionais do Senar Goiás. “A entidade tem programas sérios e que sempre ajudam os produtores a crescer. Sempre serei agradecido pelos ensinamentos dos profissionais que dedicam seu tempo em ensinar o trabalhador a crescer.”


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