16/06/2015 às 09h42min - Atualizada em 16/06/2015 às 09h42min

Corpo de bebê morto após afogamento em piscina foi enterrado em Caiapônia

Segundo a polícia, mãe deixou criança no carro e foi preparar mamadeira. Delegada disse que irá investigar se houve negligência, em Anápolis, GO.

Jotta Oliveira - com informações do G1 Goiás
Tribuna Piranhense
Mãe tinha ido preparar uma mamadeira para o bebê (Foto: Reprodução/TV Anhaguera)

Foi enterrado durante a tarde desta segunda-feira (15/06), na cidade de Caiapônia, no sudoeste de Goiás, o corpo de Pedro Edsom, um bebê de 1 ano e dez meses que morreu no domingo (14/06), após se afogar na piscina de uma casa durante uma festa do Setor Jardim Petrópolis, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, o menino estava na cadeirinha do carro enquanto a mãe foi até a cozinha preparar uma mamadeira para o filho. Segundos depois, quando ela voltou, a criança já estava boiando na água.

O garoto chegou a ser retirado por pessoas que estavam no local. Em seguida, elas ligaram para o Corpo de Bombeiros para pedir ajuda. O sargento Paulo César Ramalho, que atendeu a chamada, tentou instruir os pais pelo telefone.

“A gente percebe que a família ficou muito nervosa com a situação. Então, eu pedi calma para que fosse iniciado esse protocolo. A gente instruiu a mãe e o pai por telefone para que começasse o procedimento de massagem cardíaca”, disse.

Alguns vizinhos também foram ao local para ajudar no socorro e levar o menino até o Centro de Apoio Integral à Saúde (Cais) do Setor Abadia Lopes. Um vídeo mostra a criança sendo atendida no local (assista acima). Os médicos tentaram reanimá-lo por uma hora, mas ele não resistiu.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Geinia Maria Eterna, o caso foi registrado como morte acidental, mas será instaurado um inquérito para apurar se houve negligência dos pais e das outras pessoas que participavam da confraternização.

Investigação

 "Devo ir à casa nesta tarde para analisar a situação e ver as circunstâncias do acidente, como o tempo que o bebê foi deixado sozinho, se a porta do carro estava aberta, se quem estava no local havia ingerido bebidas alcoólicas. Nesta situação, os pais são responsáveis, mas se havia alguém próximo que poderia ajudar e não o fez, também pode ser responsabilizado", disse ao G1.

Ainda nesta semana, a polícia deve começar a colher os depoimentos das pessoas que estavam na casa.

Dona da residência onde ocorreu o afogamento e amiga dos pais do bebê, a dona de casa Elizabeth Pires disse que todos estão muito abalados com o que ocorreu.

"Os pais eram muito amigos da gente, íntimos, irmãos. Passávamos todos os finais de semana juntos aqui em casa e nunca aconteceu nada. Mas ontem, infelizmente, aconteceu", lamentou.

Segundo ela, o carro da família estava estacionado bem próximo da piscina. Quando a mãe foi preparar a mamadeira, não conseguiu ver o bebê. "Quando voltou, já encontrou a criança boiando. Não sabemos nem quanto tempo ele ficou dentro da água", afirmou.


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