13/07/2015 às 10h40min - Atualizada em 13/07/2015 às 10h40min

Casos de dengue caem por oito semanas consecutivas

Jotta Oliveira - com informações do Goiás Agora
Tribuna Piranhense

O número de casos de dengue em Goiás está em queda há oito semanas consecutivas. O Boletim Semanal da Dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, referente à Semana Epidemiológica 26 (4 janeiro a 4 de julho), demonstra que a quantidade de notificações está em queda desde meados de maio. O coordenador estadual de Controle da Dengue da SES, Murilo do Carmo, destaca que o número de casos da doença atingiu os patamares normais, mas acentua que a população deve continuar a desenvolver ações rotineiras e pontuais para inibir o avanço do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Conforme os dados do Boletim Semanal da Dengue, na Semana Epidemiológica 18 (de janeiro a 9 de maio) foram notificados 10.051 casos da doença. Na semana seguinte, a quantidade de notificações caiu para 9.151. Os registros foram diminuindo nos períodos posteriores, até atingir 1.092 na Semana Epidemiológica 26. Durante todo este ano, até 4 de julho, foram notificados 160.269 casos, o que representa um aumento de 67,36% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2014, até julho, foi feito o registro de 95.763 casos.

Dos 160.269 casos notificados neste ano, 111.970 são tidos como prováveis, quando os sintomas apresentados pelos pacientes são compatíveis com os sinais específicos de dengue. Outros 59.420 casos foram confirmados por meio de exames laboratoriais. Em 2015 foram confirmadas 44 mortes por dengue. Durante todo o ano passado, a SES confirmou 93 óbitos causados pela doença.

Sorotipo 2

Murilo do Carmo destaca que independente de a quantidade de casos estar em queda, é fundamental que a população adote continuamente, em casa e no trabalho, ações simples, porém fundamentais para prevenir a doença. Entre tais ações estão a eliminação de qualquer tipo de objeto ou material que possa acumular água, mesmo que em pequena quantidade; a limpeza de calhas e caixas d’água e a assepsia dos pratos onde são colocados os vasos de planta. “Tais condutas – assinala o coordenador – são importantíssimas porque os ovos do Aedes aegypti sobrevivem grudados às superfícies por até 400 dias antes de eclodirem”.

Murilo do Carmo também observa que recentemente foi isolado o sorotipo 2 da dengue também em Goiânia, o que causa preocupação. Este tipo de vírus havia sido isolado há alguns anos, quando a dengue afetou grande parte da população goiana. Em 2015, até 25 de abril, a SES havia feito isoladamente apenas dois sorotipos 1 e 4. A entrada em circulação do Sorotipo 2 é preocupante porque ele está associado a infecções em crianças.

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