21/07/2015 às 10h18min - Atualizada em 21/07/2015 às 10h18min

Objetivo de acusados de torturar menor em Piranhas seria evitar prejuízos, diz advogado à jornal

Na publicação do jornal O+Positivo, advogado teria dito que garoto de 13 anos teria agredido um dos acusados primeiro.

Jotta Oliveira - Piranhas
Tribuna Piranhense
Delegacia de Polícia Civil de Piranhas (Foto: Reprodução/O+Positivo)

Uma publicação do Jornal O+Positivo, na tarde da última segunda-feira (20/07), traz uma afirmação do advogado de defesa dos empresário Claudinei Oliveira e Uinter Assis da Silva, e do funcionário deles, Rafael Guimarães, que foram presos na sexta-feira (17/07), acusados de torturar um garoto de 13 anos, durante a madrugada do dia da prisão, em uma estrada vicinal da BR-158, em Piranhas, na região oeste de Goiás.

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Segundo o O+Positivo, o advogado Eric de Melo disse que “o objetivo dos acusados era pressionar o menor para evitar prejuízos ao comércio, mas assim que começou a conversa, ele [o menor] teria desferido um soco na cara de Rafael quebrando lhe o dente”. Ainda de acordo com a publicação de O+Positivo, Rafael Guimarães “revidou a agressão impensadamente, no calor da emoção”.

A publicação do jornal O+Positivo revela ainda que o advogado Eric de Melo alega “que o fato do delegado responsável pelo inquérito manter os acusados por mais de 7h algemados, durante o ato de prisão em flagrante anula todo o processo”.

O+Positivo conta ainda, na matéria divulgada em seu site, que o advogado disse “que embora tenha sido negado o habeas corpus pelo juiz da Comarca de Piranhas, a expectativa é que os acusados sejam soltos nas próximas horas”.

O advogado Eric Melo entrou com pedido de revogação da prisão preventiva de Claudinei Oliveira, Uinter Assis e Rafael Guimarães, que foi determinada pelo juiz da Comarca de Piranhas no sábado (18/07).  O pedido agora passa pelo Ministério Público e, em seguida, será julgado pelo magistrado, que deve dar uma resposta em até 72 horas após o recebimento. Se o juiz decidir pela soltura dos três homens, eles devem ganhar liberdade até 48 horas depois. Eles estão presos na Cadeia Pública de Piranhas.

A defesa impetrou pedidos de habeas corpus no mesmo dia da prisão, mas os pedidos foram negados no sábado (18/07). Outro pedido foi realizado no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) na última segunda-feira (20/07) e nesta terça-feira (21/07) está em fase de estudo do processo.


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