28/08/2015 às 10h24min - Atualizada em 28/08/2015 às 10h24min

Para o COD, combate ao tráfico de drogas é prioridade

Base do Comando de Operações de Divisas foi reativada na segunda (24) em Piranhas. COD está atuando em conjunto com a Polícia Rodoviária Estadual.

Jotta Oliveira - Piranhas
Tribuna Piranhense
12 policiais fazem parte da base do COD em Piranhas (Foto: Reprodução/Rede Social)

Em três anos e quatro meses de existência, o Comando de Operações de Divisas (COD) – que teve a base reativada na posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) do município de Piranhas no último dia 24 de agosto -  apreendeu 25.678 quilos de drogas em todo o Estado. Graças à atuação da unidade especializada, além de ações realizadas por outras forças de segurança, Goiás figura em segundo lugar no ranking nacional de apreensões de entorpecentes. A mais recente e expressiva – 3,143 toneladas de maconha – ocorreu em Jataí, na Região Sudoeste do Estado, no dia 5 de agosto.

No balanço de ações realizadas desde a criação do COD, em 20 de abril de 2012, até o dia 9 último, constam 76.470 abordagens, 698.649 veículos vistoriados, além de 550 prisões em flagrante, 60 foragidos da Justiça recapturados e 49 veículos – alvos de furto ou roubo – recuperados. A quantidade de cigarros contrabandeados nesse período é significativa, ultrapassando 126 milhões de unidades. Veja no final do texto mais informações.

Bases
Além da instalada em Piranhas, o COD possui mais 12 bases distribuídas ao longo da extensão do território goiano nas divisas com outros estados nos municípios de Cachoeira Alta, Aporé, Jataí, Chapadão do Céu, Posse, Corumbaíba, Lagoa Santa, Campos Belos, Cabeceiras, Britânia, São Miguel do Araguaia e Goiânia, onde está a sede administrativa.

A localização é estratégica, o que garante a cobertura de várias regiões do Estado. As bases operam com o chamado COD móvel, constituído por equipes volantes que patrulham diuturnamente pontos específicos das divisas.

O efetivo é formado por 123 policiais militares que integravam o extinto Tático Operacional Rodoviário (TOR), além de outras tropas especializadas como as Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) que hoje é o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Aparelhamento
Com o iminente risco de ingresso de armas, drogas e contrabando no território goiano, a fiscalização requer aparelhamento potente contra as investidas. “Nós temos um armamento altamente capacitado para podermos fazer frente às ações criminosas. Temos fuzis calibre 763, carabinas calibre 556, escopetas calibre 12, coletes à prova de balas, equipamentos e viaturas com tração nas quatro rodas que muitas vezes há necessidade de acompanhamento e perseguições em estradas vicinais não pavimentadas. Temos o aparelhamento de equipamentos e viaturas suficientes para darmos resposta a essas ações criminosas”, pontua.

Ampliação
Neste ano foram inauguradas duas bases do COD, uma em Britânia, na Região do Vale do Araguaia, na divisa com o Mato Grosso, e outra no distrito de Tataíra, em São Miguel do Araguaia, no Norte de Goiás, onde a maior preocupação é o tráfico de drogas. Segundo o tenente-coronel Faria, existe possibilidade de instalação de novas bases do Comando em Itumbiara, no extremo Sul goiano, e em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Estudos técnicos estão sendo desenvolvidos neste sentido para verificar a viabilidade.

Ele informa que o município de Catalão, na Região Sudeste, também pode ser contemplado.  “O levantamento considera também a necessidade de aumentar o efetivo do próprio COD, aquisição de viaturas e toda a parte técnica e logística. Armamentos, munições, equipamentos de segurança. Tudo isso está sendo levantado, por um estudo técnico operacional para que possamos levar ao conhecimento do comandante-geral para que ele conduza as autoridades competentes, como o secretário de Segurança Pública e o governador”, conclui.

Piranhas
A reativação da base do COD em Piranhas - instalado em 2012 e desativado tempos depois por falta de efetivo - faz parte de um pacote de medidas tomadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e do Comando Geral da Polícia Militar, que foi campeado pelo Poder Executivo de Piranhas e que busca frear o aumento da criminalidade registrado nos últimos meses em várias cidades da Região Oeste.


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