12/09/2015 às 07h49min - Atualizada em 12/09/2015 às 07h49min

Tarifa de energia fica mais cara à partir de hoje (12) em Goiás

Leitura de registros muda neste sábado (12), mas cobrança virá em outubro. Aumento cobrado na fatura foi autorizado pela Aneel e será de 6,89%.

Do G1 Goiás
(Foto: Reprodução)

A partir deste sábado (12), a leitura dos registros de energia elétrica da população do estado de Goiás passa a ser registrada com aumento de 6,89% no valor da tarifa. O reajuste aplicado pela Companhia Energética da Goiás (Celg) foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com o aumento, algumas pessoas resolveram mudar os hábitos para conter os gastos.

A primeira fatura já com o efeito do aumento virá para os consumidores em outubro deste ano. Para se adequar e tentar pagar menos, a advogada Suely Mendonça fez algumas adaptações, como aposentar alguns eletrodomésticos para economizar energia.

“No último aumento minha conta foi de R$ 120 para R$ 215. Foi quando eu tive a iniciativa de radicalizar. Para passar roupa, por exemplo, tive que voltar às origens dos avós, trazer de volta ao uso o velho e bom ferro a brasa”, afirmou.

A advogada também contou que parou de usar a máquina de lavar roupas, a cafeteira e mantêm alguns eletrodomésticos fora da tomada, como o micro-ondas e o computador. Além disso, também tirou duas lâmpadas das três que tinha na varanda e o fogão só é aceso com fósforo ou isqueiro.

“A televisão que tinha no quarto não tem como usar. Eu até doei o aparelho. Agora com esse novo anúncio de aumento eu acho que a gente deve voltar a repensar o modo de se usar a energia elétrica, porque está difícil”, completou.

Indústrias
Para consumidores que recebem energia de alta tensão, como é o caso das indústrias, o aumento deve ser ainda maior, de 7,23%. Com este reajuste é possível que alguns produtos também fiquem mais caros. Uma indústria que produz açaí informou que gastava, em média, R$ 6 mil por mês com energia elétrica. Com o aumento, serão gastos R$ 433,80 a mais, o que, no final do ano, representa um gasto extra de R$ 5.205,60.

O gerente administrativo da empresa, Harlen Alves, disse que, inicialmente, não pretende aumentar o preço do produto para cobrir o novo gasto. “Nesse momento a gente tomou uma decisão estratégica de não repassar o custo para o consumidor, até porque as vendas estão indo bem, estamos com um crescimento muito bom, então a gente vai reter, reduzindo a margem de lucro”, afirmou.


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