12/11/2015 às 10h27min - Atualizada em 12/11/2015 às 10h27min

Repasse do FPM para Piranhas cai mais de 27% em novembro e agrava crise financeira

Valor da última parcela foi R$ 129 mil menor do que a mesma do ano passado. Prefeitura está fazendo mágica para pagar contas, diz prefeito.

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense

O primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de novembro foi cerca de 27,9% menor para o município de Piranhas, na região oeste de Goiás, segundo dados do Portal de Transferências da Associação Goiana de Municípios (AGM). A verba de R$ 333.770,12 entrou na conta da Prefeitura na última terça-feira (10/11). De acordo com o levantamento da AGM, no mesmo período do ano passado, o repasse foi de R$ 462.906,05.

Esta não é a primeira vez que o Município de Piranhas registra queda em repasses do FPM em 2015. Em setembro deste ano, por exemplo, o primeiro decêndio do mês teve queda de 32% em relação a 2014.

Procurado pelo Tribuna Piranhense, o prefeito André Ariza (PP) disse que a queda no valor das transferências de recursos federais tem trazido muitas preocupações, mas que o Município vem definindo prioridades e buscando cumprir todos os compromissos financeiros firmados.

- É um momento delicado, onde as despesas aumentam e a receita só cai. A administração pública também tem sentido os impactos dos últimos aumentos no preço das tarifas de água, de energia, no valor dos combustíveis, dentre outros. O mais grave de tudo isso é que o Governo Federal ainda não sinalizou com uma solução a curto prazo. Nessa hora estamos em um constante enxugamento da máquina pública e torcendo por dias melhores.

André Ariza lembra ainda que, mesmo com o momento econômico delicado que o país vive, seu governo optou por não penalizar os servidores e decidiu pagar o Piso Salarial Nacional do Magistério e cumprir com a data-base dos demais servidores públicos municipais.

- Apenas 32% dos municípios goianos optaram por cumprir com a data-base e repor as perdas nos salários dos servidores com a inflação e Piranhas é um deles. Estamos fazendo o possível para manter os salários em dia e estamos conseguindo. Outra meta importante é honrar os compromissos com nossos fornecedores. Enquanto uma resposta positiva não vem de Brasília, nós vamos usando de nossa criatividade. Mas até quando?

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