18/11/2015 às 09h30min - Atualizada em 18/11/2015 às 09h30min

Por falta de vacinas, cães e gatos ainda não foram imunizados contra a raiva em Goiás

Falta de repasse de vacinas pelo Ministério da Saúde impediu campanha. Órgão garante que as que doses serão enviadas até o fim deste ano.

Do G1 Goiás
População teme que bichos abandonados tenham raiva, em Itumbiara (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Cães e gatos não foram imunizados contra a raiva, em Goiás, neste ano. A campanha, que normalmente é realizada anualmente, ainda não ocorreu por falta de repasse das vacinas pelo Ministério da Saúde.

Em Itumbiara, no sul do estado, a situação preocupa, já que existem cerca de 2 mil animais abandonados nas ruas, de acordo com estimativas de uma organização não-governamental (ONG) da cidade. Sem nenhum controle, o risco de que eles estejam doentes é grande.

“O ministério, que é o responsável pela aquisição das doses, não as enviou ao estado. Dessa forma, o governo estadual não pôde distribuí-las aos municípios, que fariam essa campanha em setembro”, afirmou o diretor do Centro de Zoonoses de Itumbiara, Hebert Andrade.

O Ministério da Saúde informou que neste ano priorizou o envio das vacinas para os estados que tiveram notificações recentes da doença, que não foi o caso de Goiás. Ainda segundo o órgão, as doses ainda serão enviadas aos estados que não tiveram a campanha até o fim do ano.

Transtornos
A dona de casa Maria de Lourdes Gomes, que já foi mordida por um cachorro, não esquece os transtornos que teve de enfrentar. “Eu saí do portão e um cachorrinho pinscher veio caladinho e mordeu a minha perna por trás. Aí começou a sangrar e eu lavei com água e sabão e tive que procurar o posto de saúde”, lembra.

De acordo com a coordenadora de Ações Básicas, da Secretaria de Saúde de Itumbiara, Julice de Freitas, em média, pelo menos dez pessoas são atacadas por animais toda semana na cidade. Mas ela alerta que nem todas precisam receber a vacina antirrábica.

“Quem determina quem precisa dessas doses é o médico, através de um protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Esse é um tratamento considerado de emergência pública, já que a raiva não tem tratamento e nem cura, apenas o uso da vacina”, explicou.

Riscos
Para Maria de Lourdes, as autoridades da cidade precisam fazer algo para recolher os animais abandonados e minimizar os riscos para a população. “Tem cães e gatos demais soltos por aí. Acho que eles deveriam buscar um lugar para eles, mas não judiar”, ressaltou.

Questionado sobre a situação, o diretor do Centro de Zoonoses destacou que a prefeitura não tem onde manter os bichos. “A administração municipal tem feito tentativas junto a algumas ONGs, e até ao Ministério Público, no sentido de dotar o Centro de Zoonoses de alguma estrutura. Mas esse encaminhamento ainda não foi feito de forma concreta”, justificou Andrade.

 


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