20/11/2015 às 13h09min - Atualizada em 20/11/2015 às 13h09min

Homem que matou idoso em Piranhas por causa de R$190 é condenado a 23 anos de prisão

José Xavier do Rego foi morto dentro de sua casa. Idoso foi morto com pedradas na cabeça e teve pertences roubados.

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense
Gilnei Teles Ferreira assassinou um idoso de 66 anos em Piranhas (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Gilnei Teles Ferreira, de 35 anos, acusado de matar a pedradas o pedreiro José Xavier do Rego, de 66 anos, foi condenado nesta quinta-feira (19/11) a 23 anos de prisão, de acordo com a sentença do juiz Wander Soares Fonseca, da comarca de Piranhas.

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Narra a denúncia do Ministério Público que, no dia 5 de fevereiro deste ano, por volta das 02h da manhã, na Rua Plinio Gayer, Centro, em Piranhas, na região oeste de Goiás, Gilnei Teles Ferreira tentou assaltar a residência de José Xavier do Rego, vulgo “Zé Surdo”, com uso de violência. Consta na sentença que o agressor desferiu golpes de pedra na cabeça da vítima.

Segundo as investigações da Polícia Civil de Piranhas, no dia e horário do crime, Gilnei entrou na casa da vítima, que já conhecia há alguns anos. Uma vez dentro da residência, o proprietário e o denunciado travaram uma discussão, momento esse em que o criminoso pegou um pedaço de pedra e, pelas costas, impossibilitando a defesa da vítima, aplicou um golpe na nuca.

Já com José Xavier do Rego caído no chão, o agressor ainda deu outra pedrada em seu rosto. O idoso, que tinha problemas auditivos, foi encontrado ainda com vida em uma área externa da casa e chegou a ser encaminhado para o Hospital Municipal de Piranhas, mas não resistiu aos diversos fermentos no crânio e morreu cerca de duas horas depois de dar entrada na unidade de saúde.

Segundo consta na decisão do magistrado, o pedreiro havia sido premiado em uma das loterias da Caixa Econômica Federal no dia anterior à sua morte, sendo que receberia um prêmio de R$ 190,00 (cento e noventa reais). Segundo a polícia, o pequeno valor do prêmio foi a motivação do assassinato. Quando os policiais chegaram, os pertences da vítima estavam revirados e jogados pelo quarto, demonstrando que o autor buscava algum objeto ou valor na residência, inclusive, uma carteira de bolso com documento em nome de José Xavier do Rego foi encontrada debaixo do colchão do assassino.

A defesa do acusado pediu sua absolvição, argumentando que não há provas acerca de sua participação no crime. Contudo, o juiz Wander Soares Fonseca observou que, no caso, o acusado se dirigiu à residência da vítima com o propósito de subtrair para si bens móveis. Constatou a existência do crime de latrocínio, afirmando que a materialidade delitiva da infração está estampada no Inquérito Policial e pelo laudo pericial de exame cadavérico. Verificou que Gilnei prestou três versões distintas sobre o acontecimento, demonstrando falta de credibilidade em sua fala.

Em duas versões, concedidas em fase policial, assumiu a autoria do crime, sendo que em uma afirmou ter matado a vítima sozinha, mas que não lembrava o motivo e nem ter mexido em seus pertences, estando sob efeito de drogas. Em outra versão, disse que matou José Xavier na companhia de outra pessoa, chamada Edson - que chegou a ficar preso -, também por desentendimento, mas dessa vez a procura de drogas.

Gilnei Teles Ferreira foi condenado à pena definitiva de 23 anos, 3 meses e 13 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Também terá que pagar multa na proporção de 20 dias-multa, no valor de um trigésimo do salário-mínimo vigente à data do fato, devidamente corrigido por época de seu recolhimento.

 Wander Sores Fonseca também decidiu que o acusado não poderá recorrer em liberdade, sob a justificativa de assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública. O juiz considerou que a liberdade do condenado traria riscos, pois, logo após o delito, ele evadiu-se do distrito da culpa, o que poderia se repetir.


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