14/02/2016 às 11h35min - Atualizada em 14/02/2016 às 11h35min

TJ-GO treina religiosos para mediar conflitos e evitar ações judiciais

Projeto do TJ-GO visa dar solução rápida a confusões domésticas. Acordos são encaminhados ao Poder Judiciário e têm validade legal.

Do G1 Goiás
Religiosos são treinados por equipe do Tribunal de Justiça de Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Religiosos são treinados para agir como conciliadores em Goiás. O projeto do Tribunal de Justiça visa dar uma solução rápida a conflitos domésticos e, assim, evitar que se tornem ações judiciais.

“Nós temos uma cultura aqui no Brasil de litígio. Tradicionalmente, nós fomos treinados pra brigar e não pra conversar e é isso que a gente está tentando reverter”, declarou o coordenador  do Núcleo de Solução de Conflitos, Romério Cordeiro.

Padres, pastores e líderes espíritas recebem cerca de 40 horas de treinamento e simulação de conflitos. Após fazer o curso, a freira Maria José de Oliveira conseguiu ajudar pais que brigavam por causa da pensão alimentícia da filha.

Depois de 1h30 de conversa, eles se acertaram. “Eu já tinha colocado no Fórum há 3 anos atrás e nunca tinha dado certo. Então, a gente conseguiu conversar. Espero que dê certo”, declarou a auxiliar de produção, Cíntia Lopes.

O acordo entre as partes terá validade legal. “O acordo feito pelo pastor ou pelo padre vai ser encaminhado ao Poder Judiciário e vai ser homologado por um juiz. Em caso de não cumprimento, ele poderá ser objeto de execução”, explicou o juiz que coordena o Movimento de Conciliação, Paulo César Alves das Neves.

O projeto visa evitar processos como o da bancária Policiana Lucena Silva, que demorou 8 anos para ser indenizada por danos morais. Uma vizinha achou a deficiência que ela possui nas pernas leve demais para que ela tivesse uma vaga especial na garagem do prédio e mandou um bilhete.

“Ela colocou uma frase que fala assim:  Anda de cadeira de rodas? Ela confessou realmente que tinha escrito o bilhete, que ela não estava concordando porque eu pulava, eu andava, eu subia escada”, declarou a bancária, que ganhou R$ 5 mil de indenização.


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