29/02/2016 às 15h29min - Atualizada em 29/02/2016 às 15h29min

Dra. Maria Jamile dá dicas para a baixa autoestima não arruinar sua vida pessoal e/ou profissional

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense
Maria Jamile Ribeiro Duarte Nogueira (Foto: AP)

A baixa autoestima pode interferir em várias áreas da vida do ser humano. Na vida pessoal, profissional, escolar e na vida que temos com um namorado(a) ou dentro de um casamento. Ter uma imagem negativa de si mesmo, faz com que o individuo não goste de vários aspectos físicos seus ou da forma em que ele vive no dia a dia, fazendo com que se ache feio ou se diminuindo socialmente.

Sobre o assunto, o Tribuna Piranhense ouviu a médica Maria Jamile Ribeiro Duarte Nogueira, que atua na rede pública de saúde de Arenópolis, Bom Jardim de Goiás e Piranhas, na região oeste de Goiás, além de também atender em clínicas particulares. Ela atende pacientes de todos os níveis sociais e explica que casos de pessoas que se depreciam são comuns.

– Geralmente, a pessoa que tem uma autoestima baixa, tem dificuldades de aceitar elogios, apresenta sentimentos de insatisfação, nunca nada está bom e ainda se sente menor que o próximo. Pra elas, qualquer um é melhor – conta Maria Jamile.

Em relação ao relacionamento a dois, Jamile relata que a pessoa que não gosta dela mesma, vive com medo de perder o parceiro, tornando-se submissa e fazendo sempre o que o outro quer. Tudo para agrada o outro.

– As vontades e desejos deste indivíduo ficam sempre em segundo plano. As vezes o parceiro não pede e nem cobra nada, mas a pessoas fica o tempo todo querendo mostrar que é extraordinária – explica a médica.

Jamile diz também que a autoestima possui uma intima ligação com a sexualidade.

– Na maioria das vezes, as queixas sexuais podem ser devido a baixa autoestima. Um exemplo disso são as mulheres que se preocupam muito com a aparência na hora da relação sexual, porque não estão satisfeitas com o corpo – ressalta.

A sexualidade humana não se limita ao ato sexual e engloba emoções, afetos e sensações. Dessa forma, sentimentos e pensamentos influenciam na hora do ato sexual. Fatores como a autoimagem e o autoconceito fazem toda a diferença.

Segundo Maria Jamile, a baixa autoestima pode ser tratada e a pessoa pode recuperar o amor próprio em qualquer fase da vida.

– Quem tem a autoestima elevada consegue lidar melhor com os desafios e se relacionar bem com os outros. Pensar nas coisas que você gosta e nas coisas que você tem vontade de mudar em você pode ajudar. Se o problema é o peso, faça uma nova dieta e atividade física. Renove-se, mude o visual, corte ou pinte os cabelos, tire um tempo para você, aprimore seus talentos. E o mais importante de tudo, se aceite como você é – finaliza.


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