30/03/2016 às 09h53min - Atualizada em 30/03/2016 às 09h53min

Cleudes Baré se reúne com governador Marconi Perillo e reivindica reajuste nos repasses para o transporte escolar

Marconi Perillo se comprometeu a reajustar em 13% o valor pago às prefeituras. A reivindicação de Baré era para que houvesse aumento de 26%.

Jotta Oliveira - com informações da assessoria da AGM
Tribuna Piranhense
(Foto: Divulgação/AGM)

O prefeito de Bom Jardim de Goiás e presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), Cleudes Bernardes da Costa, o Baré (PSDB), se reuniu durante a manhã da última segunda-feira (28/03) com o governador Marconi Perillo (PSDB) e com a secretária de Estado da Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, para discutir o aumento do valor repassado às prefeituras para o transporte escolar de alunos da rede estadual de ensino que vivem na zona rural.

A reivindicação é para que haja aumento de 26%, porcentagem necessária para cobrir todos os custos do serviço, conforme apontou estudo realizado pela AGM. No ano passado, foram transportados 50.347 alunos e o Estado repassa, em 10 parcelas, três valores diferentes para o transporte escolar, de acordo com a regional: R$ 163, R$ 150 e R$ 136. Ao todo, 238 municípios têm convênio para a prestação do serviço.

“Estamos reivindicando esse reajuste desde o ano passado. Temos que levar em consideração que houve um aumento significativo do combustível, das peças e do serviço. Todos os prefeitos fizeram novas licitações, o que implicou na majoração do valor pago por quilômetro para transportar os alunos”, explica Baré.

Marconi Perillo se comprometeu a reajustar em 13% o valor pago às prefeituras, o que atende parte das reivindicações dos Municípios. O aumento já deve ser concedido no próximo mês, quando o Estado terá suas dívidas prorrogadas, o que pode gerar um fluxo de caixa de R$ 900 milhões. Hoje, o Estado investe cerca de R$ 8 milhões em transporte escolar. Com o reajuste, o impacto deve ser de R$ 1,2 milhão.

Cleudes Baré ainda solicitou ao governador o pagamento de uma parcela do transporte escolar, referente ao mês de fevereiro, que está em aberto. “Os prefeitos já estão com uma enorme dificuldade de caixa devido à diminuição dos repasses dos Fundos e do ICMS e essas verbas conveniadas em atraso implicam no não atendimento dos fornecedores, que podem até mesmo deixar de prestar o serviço”, destaca Cleudes Baré. 

Marconi Perillo afirmou que o pagamento da parcela em atraso é prioridade para o governo e que deve se reunir com a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, para tentar viabilizar o repasse.


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