19/04/2016 às 10h51min - Atualizada em 19/04/2016 às 10h51min

Em Iporá, MP denuncia três por receptação, venda de carne clandestina e porte ilegal de arma

Dentre os denunciados está um agropecuarista, um advogado que é dono de supermercado e um repositor de mercadorias.

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense
Supermercado comercializou carne imprópria (Foto: Banco de imagens/MP-GO)

O promotor de Justiça Vinícius de Castro Borges ofereceu denúncia contra o agropecuarista Romeu Andrade Pequeno Vilela Alves, o advogado e comerciante Glenio Júlio Bueno e o repositor de mercadoria Tiago Moraes Dias. 

Entre os crimes praticados por eles no município de Iporá, na região oeste de Goiás, estão o de receptação qualificada, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e crime contra as relações de consumo, em razão da venda de carne clandestina.

Participações
Consta da denúncia que, no dia 16 de setembro de 2015, Tiago estava em uma fazenda na zona rural de Iporá, arrendada por Glenio, quando emprestou a Romeu uma arma de fogo e munições de uso permitido sem autorização e em desacordo com a legislação, a qual este ultimo passou a portar.

Os dois, nessa mesma propriedade, receberam dois animais, cientes de que eram produto de crime. As reses estavam sem guia de transporte, sendo que uma delas foi subtraída no município de Montes Claros de Goiás, conforme indicou a marcação do animal. O outro, segundo apurado, embora não tivesse sua marcação identificada, tinha origem ilícita, como era de conhecimento dos dois denunciados.

Um dia antes, Glenio tinha comprado, por telefone, um animal, sabendo de sua procedência ilícita e sem guia de transporte, por R$ 1 mil, que foi pago com cheque de sua própria conta. Assim, no dia seguinte, Romeu e Tiago descarnaram o animal, com anuência de Glênio e, em seguida, entregaram a carne para comercialização no Supermercado Opção, que pertence a Glenio, retornando à fazenda para descarnar a outra rês, que ficaria para Romeu.

Ação policial
Na ocasião em que Tiago e Romeu estavam descarnando as reses, um funcionário da fazenda viu alguns quartos de gado pendurados e, preocupado com a situação, por não ter reconhecido a dupla, saiu em busca de ajuda policial.

A polícia então se deslocou até a fazenda, sendo avistados por Romeu e Tiago, que fugiram por um matagal, sendo presos em flagrante, logo em seguida. Romeu estava com um rifle e 61 munições, que foram emprestadas a ele por Tiago para o abate de animais.

Os presos confirmaram que tinham matado duas reses e que uma tinha sido entregue no supermercado de Glenio e outra estava na carroceria de uma caminhonete. Uma outra equipe foi acionada para apreender a carne bovina clandestina, que já estava exposta à venda no comércio, e prender Glenio. Na denúncia, o promotor destaca que a carne foi inutilizada no aterro sanitário de Iporá, por estar imprópria ao consumo.

Conforme denunciado pelo promotor, Tiago e Romeu venderam a Glenio, e transportaram para entrega o animal, estando todos cientes de que a mercadoria não estava própria para consumo humano, seja pela falta de inspeção sanitária, seja pelo transporte e acondicionamento inadequados. Eles também sabiam da origem ilícita das reses receptadas, em especial porque elas não possuíam guia de transporte.

Os crimes
Romeu e Tiago respondem pelo porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, pela venda e entrega de material impróprio para consumo e receptação qualificada. Glênio por expor a venda o produto clandestino e impróprio e receptação.

 

As informações são da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO


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