27/05/2016 às 15h36min - Atualizada em 31/05/2016 às 15h36min

Piranhas voltará a ter uma base fixa do COD até o final deste semestre

Jotta Oliveira - com informações do Goiás Agora
Tribuna Piranhense
(Foto: Reprodução)

Até o fim deste semestre a atuação do Comando de Operações de Divisas (COD), da Polícia Militar, passará a ser definitiva em Piranhas e outras cidades da região oeste do estado. Isso será possível com a instalação de uma nova base operacional nos município de Piranhas, resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Piranhas e a Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Está sendo concluida a construção de um anexo na atual base da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), no entrocamento da GO-060 com a BR-158, que acomodará os policiais

Por questões estratégicas de segurança, o comandante do COD, tenente-coronel Márcio Vicente da Silva, não pode divulgar o quantitativo do efetivo policial, mas garante ser o suficiente para fazer o policiamento específico. Haverá reforço em breve. “Nós temos policiais sendo formados na Academia da Polícia Militar neste momento e assim que se formarem, deverão fazer o curso do COD e aí sim integrar a nossa tropa. O combate ao crime nas divisas do Estado está sendo intensificado cumprindo determinação do secretário de Segurança Pública, José Eliton, bem como do comandante-geral, coronel Divino Alves. O COD, por ser uma tropa especializada, tem contribuído e muito com as cidades que fazem divisa com outros estados combatendo qualquer modalidade criminosa. Essa unidade foi criada para combater principalmente o tráfico de armas, de drogas, roubo de cargas, a instituições bancárias, contrabando, descaminho, entre outros”, detalha.

Rota do tráfico
Pela localização geográfica no Centro-Oeste do Brasil, Goiás tornou-se rota do tráfico de drogas. Grande quantidade dos carregamentos vem do Paraguai, passa pelo Mato Grosso do Sul e ingressa no território goiano pela Região Sudoeste, onde há uma confluência de rodovias. Segundo o comandante Vicente, são realizadas apreensões significativas que chegam a duas, três toneladas, principalmente de maconha.

Para reprimir a atuação dessas organizações criminosas são realizadas parcerias com as polícias Civil e Federal. Ele diz também que o trabalho vai além da simples repressão e conta com o serviço de inteligência que será intensificado. “Não fazemos apenas abordagens, temos também estudos de inteligência e monitoramento dessas quadrilhas para que tenhamos mais sucesso nas nossas ações. Estamos reforçando o serviço de inteligência para estarmos preparados para intervir diretamente”, diz.


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