11/10/2016 às 00h00min - Atualizada em 11/10/2016 às 00h00min

Piranhense é morto à tiros em Primavera do Leste (MT)

Jovem teve um desentendimento com um homem em um bar e acabou levando três tiros. Autor do crime se apresentou à polícia e vai responder em liberdade por não ter sido preso em flagrante.

Jotta Oliveira - com informações do CliqueF5 e do VipCidades
Tribuna Piranhense
(Foto: Reprodução/Facebook)

Luan Carlos Araújo Silva, de 21 anos, natural da cidade Piranhas, na região oeste de Goiás, foi assassinado a tiros no bairro Poncho Verde, em Primavera do Leste (MT), na noite do último domingo (9/10). O jovem foi atingido por três disparos de arma de fogo, no cruzamento da Avenida Coxilha, com a Avenida Florianópolis. Segundo relatos de testemunhas, Luan e o pedreiro Tiago da Silva Santos, de 24 anos, estariam em um bar, próximo de onde o crime ocorreu. Os dois teriam se desentendido e, nesse momento, Tiago saiu do estabelecimento e, ao retornar, chamou a vítima até o cruzamento das avenidas e começou a atirar. Após cometer o crime, o assassino fugiu.

 Luan Carlos chegou a ser levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A polícia fez várias buscas pelo autor dos disparos desde o dia do homicídio, sem sucesso. Tiago da Silva Santos foi quem se apresentou espontaneamente por volta das 17h desta segunda-feira (10/10), acompanhado de um advogado.

De acordo com o delegado Rafael Fossari, Tiago já havia sido identificado como autor do crime momentos depois do assassinato e sua prisão era eminente.

“Nós realizamos buscas o dia inteiro, com o objetivo de localizá-lo, mas não obtivemos êxito. O advogado dele entrou em contato conosco e disse que gostaria de apresentá-lo para ele dar a versão dos fatos”, disse o delegado.

Rafael Fossari explicou que Tiago irá responder em liberdade pelo fato de ele não ter sido preso em flagrante e por ter se apresentado. “Isso não quer dizer que ele não possa ser preso futuramente, agora depende das nossas investigações. Ele apresentou a versão e foi liberado. A investigação continua até ser liberado o inquérito. Iremos ouvir algumas testemunhas, esperar o laudo de necropsia da vítima e do local do fato para fechar o caso”, relatou Rafael Fossari.

Em depoimento, Tiago disse que a vítima estava o provocando por conta de uma ex-namorada, que o chamava de corno e que dizia que ele “não dava conta da mulher”.

“A versão do confesso é que eles se encontraram em um bar e chamou a vítima para conversar, no qual continuou desafiando ele e apontando o dedo no nariz dele. Ele relatou que acabou perdendo a cabeça, sacou a arma, efetuou pelo menos quatro disparos contra Luan e foragiu do local. Tiago não soube explicar porque estava armado, já que não possui registro e nem porte legal”, afirmou Fossari.

O delegado ressaltou ainda que o autor do crime foi indiciado por homicídio qualificado. “No momento a vítima pode ter intimidado ele, mas não justifica ir até um bar armado, chamar o Luan para conversar e efetuar os disparos com arma de fogo. Claro que precisamos de mais elementos para concluir o inquérito, mas para nós parece mais um crime premeditado”, finalizou.


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