17/11/2016 às 10h23min - Atualizada em 17/11/2016 às 10h23min

Advogada organiza abaixo-assinado contra má qualidade de serviços oferecidos pela Vivo em Piranhas

Documento quer reunir assinaturas que serão enviadas ao Ministério Público.

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense
(Foto: Reprodução)

A advogada Stephanie Barcellos dos Santos, assessora jurídica do Governo Municipal de Piranhas, tomou a iniciativa de organizar um abaixo-assinado para reclamar da má qualidade dos serviços prestados pela operadora de telefonia móvel Vivo. A principal queixa é sobre falhas no sinal telefônico, como por exemplo, interrupções nas ligações e no uso de dados. Segundo Stephanie, receber e fazer ligações em Piranhas tem se tornado um transtorno nos últimos meses.

Em contato com a nossa reportagem, Stephanie Barcellos disse que a Vivo não está cumprindo o seu papel e que ela não acredita que as falhas nos serviços sejam resultado da ação de vândalos, como foi divulgado em nota pela empresa de telefonia no último dia 26 de outubro.

No final do mês de outubro, os usuários da Vivo, em Piranhas, chegaram a ficar cerca de três dias sem poder utilizar os serviços de dados e voz. Na ocasião, a empresa divulgou nota afirmando que o problema na comunicação dos clientes aconteceu "porque alguns equipamentos de transmissão foram alvo de vandalismo na região". Na época, o problema atingiu todos os usuários da zona urbana e da zona rural, o que voltou a se repetir, por diversas vezes, no mês de novembro, conforme apurou o Tribuna Piranhense.

 

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“A gente sabe que não é vândalo. Isso é simplesmente porque a empresa não está cumprindo o seu papel. Ela está deixando muito a desejar. Nós pagamos um serviço, muitas vezes, caro, quer seja o pré ou o pós-pago, e nós não estamos tendo a satisfação que deveríamos ter”, afirmou a advogada.

Ainda segundo a organizadora do abaixo-assinado, a Vivo não está dando a atenção necessária para os problemas vividos pelos clientes em Piranhas.

“A gente sabe que isso está ocorrendo em vários lugares, mas, muitas vezes, por ser um município pequeno, como é Piranhas, a Vivo, as empresas em geral, não dão a atenção que deveriam dar. Então, a forma que eu encontrei, foi organizar um abaixo-assinado, para que o Ministério Público, por ser parte legitima, possa tomar providencias em defesa dos direitos coletivos. Nossa intenção é que seja feita uma investigação, através de um inquérito civil público, para apurar as denúncias, as reclamações que a gente está fazendo e, após apurado, que seja ajuizada uma ação civil pública, cumulada com danos morais e materiais”, explica Stephanie.

No abaixo-assinado também é solicitado que a operadora Vivo fique impedida de comercializar novas linhas no município até que a qualidade dos serviços seja melhorada.

O movimento foi iniciado nesta quinta-feira (17/11) e as assinaturas serão colhidas até o dia 25 de novembro, na sala da advogada Stephanie Barcellos dos Santos, na Prefeitura Municipal de Piranhas, das 8h às 13h. Após o recolhimento das assinaturas, uma representação será registrada junto ao Ministério Público de Goiás (MPGO).

O Tribuna Piranhense entrou em contato com um representante autorizado da Vivo na região, que disse não poder se pronunciar sobre o assunto.


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