26/06/2017 às 21h15min - Atualizada em 26/06/2017 às 21h15min

“Não há laudo. Então, tudo que está sendo falado é suposição”, diz delegado sobre a morte do menino na zona rural de Piranhas

Ramon Queiróz conversou com a reportagem do Tribuna Piranhense e deixou claro que boatos podem atrapalhar as investigações.

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
Menino de 2 anos morreu no último domingo, dia 25 (Foto: Leitor/WhatsApp)

O delegado Ramon Queróz disse ao Tribuna Piranhense, durante a noite desta segunda-feira (26/06), que o laudo com o resultado da autópsia no corpo do  pequeno Alexandre Coutrim Rodrigues, de apenas 2 anos, ainda não foi concluído pela Polícia Técnico Ciêntifica e que a expectativa é que fique pronto até o final desta semana. A fala do delegado vem após a disseminação de uma série de boatos, nas redes sociais, relatando que a polícia teria constatado que o menino foi assassinado e jogado no fogo.

Alexandre Coutrim Rodrigues morreu durante a tarde de domingo (25/06), na zona rural de Piranhas. De acordo com a primeira versão contada pela mãe da criança, Adriana Coutrim Moreira, o garoto teria caído sobre as chamas de um monte lixo que estava sendo queimado no quintal da Fazenda Volta Grande, onde vive com a família. Ainda conforme relatos da mãe, a tragédia aconteceu durante um descuido, no momento em que ela acendeu o fogo e entrou em sua casa. O pai de Alexandre, Edmário Rodrigues Luciano, não estava presente e foi um dos filhos que avisou que o irmão estava sendo queimando no meio do lixo.

A Polícia Militar (PM) foi chamada por Adriana Coutrim Moreira. “A mãe nos ligou desesperada, dizendo que um de seus três filhos tinha se queimado. Nós pedimos que ela ligasse para o 192 e seguimos para a propriedade rural. Infelizmente, quando chegamos, os socorristas do Samu nos informaram que a criança já estava morta”, conta o sargento Sobrinho – um dos policiais militares que atendeu a ocorrência.

Logo após a confirmação da morte da criança, o Instituto Médico Legal (IML) de Iporá esteve no local e encaminhou o corpo para a autópsia. A Polícia Civil começou as investigações no mesmo dia em que os fatos aconteceram e deixou claro que os relatos da mãe da vítima apresentavam contradições e precisariam ser minuciosamente averiguados.

O delegado Ramon Queiróz afirmou a nossa reportagem que informações não confirmadas estão sendo divulgadas. Isso estaria abrindo espaço para a criação de dificuldades no andamento das investigações e, no caso de um crime, para a fuga do autor. “Existem suspeitas. Ainda não há laudo. Ele [laudo] ainda não está confeccionado e não está em minhas mãos. Então, tudo que está sendo falado é suposição. Desconheço a fonte [das informações]. Se não há laudo, não há prova”, relata o delegado Ramon Queiróz.

O corpo de Alexandre Coutrim Rodrigues foi liberado pelo IML no final da manhã desta segunda-feira (26/06) e, devido ter sido todo queimado, os familiares puderam velá-lo por poucos minutos. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Miguel, em Piranhas.


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