30/06/2017 às 11h40min - Atualizada em 30/06/2017 às 11h40min

Mãe que matou o próprio filho em Piranhas diz que tinha raiva da criança por causa do ex-marido

Em depoimento, Adriana Coutrim disse que o pai de Alexandre à abandonou grávida e que o menino se parecia muito com o ex.

Tribuna Piranhense - com informações da CBN Goiânia
Jotta Oliveira
Mãe do pequeno Alexandre confessou que jogou o filho no fogo para morrer (Foto: Leitor/WhatsApp)

Adriana Coutrim Moreira, que confessou ter matado o próprio filho de apenas 2 anos, foi ouvida novamente, durante a manhã desta sexta-feira (30/06), na Delegacia de Polícia Civil de Piranhas. Segundo o delegado regional de Iporá, Ronaldo Pinto Leite, a mulher confirmou a confissão de ontem (29/06) e deu outros detalhes do crime.

Alexandre Coutrim Rodrigues morreu durante a tarde de domingo (25/06), na Fazenda Volta Grande, na região da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Piranhas. Desde então, Adriana sustentava a versão onde o garoto teria caído sobre as chamas durante um descuido, no momento em que ela acendeu o fogo e entrou em sua casa. A polícia suspeitou do relato da mãe desde o início.

Saiba mais:

OUÇA: Mãe confessa que matou o próprio filho em Piranhas

“Os motivos que a mãe apresentou para matar o filho foram fúteis. Ela disse que o Alexandre não era filho do atual marido e sim resultado de um relacionamento anterior, que terminou com ela sendo abandonada ainda grávida. Ela fala que gostava muito de seu ex-marido e que, depois do nascimento de Alexandre, passou a nutrir uma grande raiva do menino por se parecer com o pai”, conta o delegado.

As investigações também trouxeram à tona outro fato. Adriana Coutrim teria acionado a Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel (Samu) horas depois de ter matado Alexandre. “A PM afirma em seus registros de ocorrência que foi acionada para este caso por volta das 15h. Indicadores mostram que a morte ocorreu por volta das 11h30”, relata Ronaldo.

O laudo cadavérico já está pronto, mas o delegado aguarda um laudo da Polícia Técnica Científica para saber em que situação o menino foi deixado sobre o fogo, se foi à primeira violência ou se ele já tinha sofrido alguma agressão anterior antes de ser deixado sobre as chamas. “A criança não apresentava nenhum hematoma, mas tem que averiguar todas as condições para colocar junto com o depoimento dela”, afirma Ronaldo.

Ainda de acordo com Ronaldo, somente após confessar o crime foi que Adriana começou a mostrar arrependimento, antes disso quase não demonstrava emoção. A princípio, a mãe irá responder por homicídio com as qualificações que serão apuradas.

Adriana Coutrim Moreira teve a prisão temporária decretada nesta quinta-feira (29/06). Ela foi presa e levada para a Cadeia Pública de Piranhas.


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