18/08/2017 às 08h38min - Atualizada em 18/08/2017 às 08h38min

Criança de Caiapônia pode ter sido mais uma vítima de padre que prometia 'recuperar a virgindade', diz promotor

Mais três jovens afirmam ter sido abusadas pelo religioso. Existe a suspeita de que os crimes eram cometidos desde 2005 e pode ter envolvido desde criança de 11 anos a mulher de 50.

Do G1 Goiás
Padre Iran Rodrigo Souza de Oliveira foi preso suspeito de abusar de fiéis (Foto: Divulgação/MP)

Após a divulgação da prisão do padre Iran Rodrigo Souza de Oliveira, de 45 anos, suspeito de abusar de adolescente e jovem prometendo “recuperar a virgindade” das vítimas, três outras jovens procuraram o Ministério Público para denunciar o caso, segundo o órgão. Existe a suspeita de que os crimes eram cometidos desde 2005 e podem ter envolvidos criança de 11 anos a mulher de 50.

O religioso foi preso preventivamente na quarta-feira (16/08), em Caiapônia, no sudoeste de Goiás, e levado para Anicus. Ele preferiu ficar em silêncio durante o seu depoimento. O mandado contra o padre foi pedido após o relato de duas vítimas, que tinham 14 e 21 anos na época dos abusos, em 2014.

“Essas duas vítimas são de Americano do Brasil. Mas nos foi informado que em 2005, em Anicus, ele teria vendido a mesma promessa de purificação a uma mulher de 50 anos e, há dois ou três meses, em Caiapônia, ele teria agido da mesma forma, trocando mensagens com uma criança de 11 anos”, disse o promotor Danni Sales Silvas.

As novas vítimas, segundo o Ministério Público, informaram que foram abordadas da mesma forma pelo padre. “Quando as vítimas o procuravam achando que tinham cometido algum pecado de cunho sexual, ele falava dessa benção, tocando o corpo das mulheres, inclusive nas genitálias. Ele ainda falava que era necessário enviar fotos nuas, de frente, de costas e com as pernas abertas, para haver uma manutenção da santificação”, relatou.

O bispo diocesano de São Luís de Montes Belos de Goiás, responsável pela paróquia de Americano do Brasil, da qual o padre preso fez parte, informou à que o pároco deve ficar afastado das atividades durante as investigações e que ele ainda é suspeito e não culpado.

Já o advogado do padre disse que o pároco não pode ser condenado até que provem que ele é culpado. O suspeito deve prestar depoimento nesta sexta-feira (18).

De acordo com as investigações, os abusos aconteciam dentro da casa paroquial e duravam de 1h a 1h30. As vítimas relataram ainda ao Ministério Público que se sentem culpadas por terem deixado ser abusadas pelo padre.

“Uma delas chorou do início ao fim do depoimento, perguntando se ela era culpada por aquilo. Ela chegou até a pesquisar na internet se aquele tipo de benção, tocando as partes íntimas, existia dentro da Igreja Católica”, contou o promotor.

O padre segue preso. O Ministério Público ainda está ouvindo as vítimas e espera que, com a divulgação do caso, novas vítimas procurem o órgão. Dependendo da idade das vítimas, o suspeito pode responder por estupro, violação sexual mediante fraude e obter ou guardar mensagens pornográficas envolvendo crianças.


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