14/11/2017 às 18h53min - Atualizada em 14/11/2017 às 18h53min

Protesto pode causar falta de combustíveis em Piranhas

O Tribuna Piranhense ouviu proprietários de postos de combustíveis que afirmam que, com distribuidoras fechadas, estoques não durarão mais que dois dias.

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
(Foto: Reprodução)

Os postos de combustíveis de Piranhas já sentem os reflexos do protesto contra o aumento no preço dos combustíveis que bloqueia a entrada de distribuidoras da Grande Goiânia desde a madrugada de segunda-feira (13/11). De acordo com informações colhidas pelo Tribuna Piranhense durante a tarde desta terça-feira (14/11), a manifestação pode fazer com que haja falta de estoque a partir da próxima quinta-feira (16/11).

Heberth Wander Fonseca Duarte, proprietário do Auto Posto Luciana, disse que o que ele tem estocado não deve durar mais que dois dias. “Estamos trabalhando com a possibilidade de ficarmos sem nenhum tipo de combustível já na quinta-feira. Até lá, ainda temos. Mas, a partir de sexta-feira, é bem provável que tudo já tenha acabado. É uma situação realmente delicada”, relata Heberth.

As administrações do Auto Posto Piranhas, do Auto Posto Cruzeiro do Sul e do Auto Posto Pranchão também informaram que gasolina, álcool e diesel podem acabar caso seus caminhões continuem sendo impedidos de entrar nas distribuidoras para carregar.

“Em uma situação normal, eu teria estoque para, praticamente, uma semana. O fato é que, como está faltando combustível nas cidades vizinhas, motoristas de Arenópolis e Caiapônia, por exemplo, estão vindo abastecer seus veículos em Piranhas. As circunstancias podem acelerar o consumo local. O nosso caminhão está parado lá, na fila, esperando para carregar”, explica Wilson Fernandes de Souza, proprietário do Auto Posto Piranhas.

Segundo Janusa Marques, o diesel S10 já está em falta no Auto Posto Pranchão e a previsão é que os demais combustíveis acabem ainda nesta terça-feira (14/11). “Nós não vamos fazer reservas e nem priorizar clientes. Na medida em que os veículos forem chegando, iremos abastecê-los. Através de cálculos feitos por nossa equipe, constatamos que o estoque está chegando no limite e posso garantir só até hoje. Depois disso, ficaremos dependentes do que puder vir das distribuidoras que, até o momento, estão fechadas pelos protestos”, esclarece Janusa, uma das proprietárias do posto.

Para o empresário Louriston Bento Gonçalves, a situação preocupa, mas é necessária. “Estava na hora da população reagir. O preço dos combustíveis tem aumentado muito e todos sofrem com isso. Nos últimos tempos, a cada vez que envio meu caminhão para a distribuidora, o preço do litro é maior. Inevitavelmente, a gente acaba sendo obrigado a repassar os reajustes ao consumidor para manter o nosso negócio funcionando. Não é possível continuar assim. Tomara que o Governo ouça e que este protesto sirva para que haja redução nos preços”, pondera Louriston, proprietário do Auto Posto Cruzeiro do Sul.

Questiona sobre o nível de seu estoque, Louriston disse que a gasolina e o álcool devem estar disponíveis por mais dois dias, enquanto o diesel pode acabar a qualquer momento.

O Auto Posto Caminhoneiro foi o único que garantiu que não irá faltar combustível em suas bombas, pois, de acordo com sua administração, o estabelecimento também trabalha com distribuidoras do Estado de Tocantins e, com isso, pode suprir sua demanda.

O protesto

Um grupo de manifestantes bloqueia a porta de distribuidoras localizadas em sete polos em Goiânia e Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Elas são responsáveis pelo fornecimento de combustíveis para postos de diversas bandeiras de todas as cidades de Goiás.

No protesto, que começou por volta das 5h de segunda-feira (13/11), estão presentes motoristas, caminhoneiros, mototaxistas, taxistas e motoristas de aplicativos. Os manifestantes se reuniram em frente ao estacionamento do Estádio Serra Dourada e seguiram pela GO-020 até a porta das distribuidoras. Os participantes reclamam do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de 30% para a gasolina e de 25% para o etanol. Eles também protestam contra a prática de cartel entre os postos, padronizando os preços.


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