18/06/2014 às 09h27min - Atualizada em 18/06/2014 às 09h27min

Piranhas, os "poderosos" e a imprensa

Jotta Oliveira - Do Tribuna Piranhense, em Piranhas
Da Redação

Desde o inicio dos tempos, noticiar fatos negativos envolvendo "poderosos" não é bom negócio. Não resolve nada censurar o jornalista ou, como se fazia na antiguidade, matando o mensageiro. Mas parece que os destinatários das más notícias não pensam desta forma, principalmente quando são "poderosos" e a mensagem expõe algo que ameaça esse poder.

Também desde o inicio dos tempos, os menos afortunados aprendem a evitar dar palpites contrários às opiniões ou ações dos "poderosos" de que dependem. É bom lembrar que, nem sempre, o verdadeiro dono do poder sabe do “assassinato” de um mensageiro ou de outro. O fato é que alguns “puxa sacos” se disfarçam de povo e assim saem às redes sociais e às ruas para tentar ouvir o que falam os “indignados” para, em velocidade da luz, fofocar para compensar a sua provável incapacidade.

Hoje em dia, a imprensa tem tido, por muitas vezes, a indesejável missão de dar más noticias. Nem queira imaginar os acontecimentos que uma má noticia pode gerar ao mensageiro, principalmente por estas bandas. Se você se cala, vem o cidadão e diz: “Denuncia isso ou aquilo seu vendido”; “E ai? Onde está a matéria dos processos do João e do José? Ganhou algum pra esconder?”; “Está ganhando quanto seu %¨&*$ para ficar falando do outro lá“. E se você dá uma de “super repórter” e resolve cobrir até briga de galo, é preciso ouvir: “Cuidado! Eu estou acompanhando tudo ein.”; “Olha! Você tem que sustentar sua família e sem emprego vai ficar difícil”.

A verdade é que ao tentar sobreviver e manter seus ideais, como um agente da informação, você acaba, em alguns cliques de mouse e telefonemas, tendo que receber frases ríspidas, argumentando que você se vendeu para aquele lado ou para aquele outro, e que se tornou um golpista, que está por trás, por exemplo, do momento ruim que um ou outro poderoso vive.

A culpa não é do repórter, do apresentador do jornal, do editor do site, nem de ninguém, a não ser dos criadores da estratégia. A verdade é que a imprensa, composta por mim, pelo Joaquim, pelo João, pela Raquel e muitos outros, serve a todos, até mesmo para aquele que procura, desesperadamente, um culpado pelos seus fracassos.


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