27/06/2018 às 09h03min - Atualizada em 27/06/2018 às 09h03min

Campanha de vacinação contra febre aftosa atinge 98,86% dos rebanhos bovino e bubalino em Goiás

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
(Foto: Reprodução)

Concluída no dia 15 deste mês, a campanha de vacinação contra a febre aftosa imunizou um total de 22.338.464 cabeças de bovinos e bubalinos, o que representa percentual de 98,86% do plantel total de 22.596.713 animais cadastrados na Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Nesta etapa, o prazo de vacinação foi estendido a pedido do Governo Estadual e autorização do Ministério da Agricultura, em decorrência da greve dos caminhoneiros que afetou a distribuição de vacinas em maio.

Após o fim do prazo de imunização, os pecuaristas tiveram até 22 de junho para entregar as declarações de vacina, em meio físico ou eletrônico. O presidente da Agrodefesa, José Manoel Caixeta, observou que mesmo com a paralisação dos caminhoneiros, a campanha não sofreu prejuízos e alcançou índice elevado de imunização, o que demonstra o compromisso dos produtores e a seriedade com que a questão é tratada por todos os envolvidos. “O sucesso da campanha é resultado da união de esforços dos pecuaristas e do Governo do Estado, com foco sempre na sanidade do rebanho”, disse ele.

Em relação ao índice vacinal (98,86%), Caixeta observou que ainda pode haver variação para cima, já que é possível ocorrer casos de produtores que vacinaram os animais, mas não entregaram a declaração, o que só será constatado após levantamento mais acurado que é realizado pelos técnicos da Agrodefesa.

Vacinação assistida

Os proprietários rurais que não entregaram a declaração até a data estipulada estão sujeitos a multa de R$ 60,00 por propriedade e R$ 7,00 por rês não vacinada. A Agrodefesa elabora uma lista de inadimplentes por município e as unidades da Agência entram em contato com os produtores ou visitam as propriedades para verificar se os animais foram vacinados ou não.

Neste caso, os produtores são obrigados a fazer a chamada vacinação assistida, que tem de ser acompanhada por um fiscal estadual agropecuário ou agente de fiscalização agropecuária, após receber autorização da Agrodefesa para aquisição das vacinas.

Em 121 municípios de Goiás considerados de alto risco para a raiva dos herbívoros, os criadores, além de vacinar os bovinos contra aftosa, têm de imunizar também caprinos, ovinos e equídeos contra a raiva. Aqueles que não tiverem adotado essa providência serão multados em 60,00 por propriedade e R$ 7,00 por cabeça não vacinada) também no caso da raiva, conforme prevê a Instrução Normativa nº 02/2017, da Agrodefesa.

José Manoel Caixeta explica que, em todo o processo, o governo estadual atua em sintonia com os produtores e esse esforço objetiva assegurar a sanidade do rebanho, que é a garantia para a continuidade da boa aceitação dos produtos goianos nos mercados nacional e externo.

Caixeta lembrou que este ano o Brasil conquistou o título de país livre de aftosa com vacinação. A certificação foi entregue ao governo brasileiro pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em evento realizado na França. “Agora temos de avançar para conquistar o título de país livre de aftosa sem vacinação”, asseverou o dirigente da Agrodefesa. O Brasil detém hoje o maior rebanho bovino comercial do mundo, com mais de 218 milhões de cabeças.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Agrodefesa


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