14/09/2018 às 12h18min - Atualizada em 14/09/2018 às 12h18min

Homem é denunciado pelo Ministério Público após compartilhar foto de cadáver em grupo do WhatsApp

Caso seja condenado, acusado pode ter pena de 1 a 3 anos de detenção e multa

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
(Foto: Reprodução)

A promotora de Justiça Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo denunciou Murilo César de Souza pelo crime de vilipêndio a cadáver, ocorrido na cidade de Rio Verde, no dia 22 de agosto deste ano. Desrespeitar cadáver ou suas cinzas consiste crime, previsto no Código Penal Brasileiro, cuja pena é de detenção de 1 a 3 anos e multa.

Na denúncia, a promotora relata que, em 21 de agosto, M.E.N.P., 13 anos, foi morta por dois homens e seu corpo jogado em um lote baldio no Bairro Santo Agostinho. No dia seguinte ao crime, Murilo trafegava em direção ao Hospital do Câncer em Rio Verde, quando viu a aglomeração de pessoas no local onde estava o corpo da menina.

Segundo narra a promotora, Murilo decidiu, então, averiguar a situação. Assim, ele estacionou seu carro e caminhou rumo à multidão e viu o cadáver da garota, que estava, inclusive, com as roupas íntimas à mostra. Nesse momento, o denunciado tirou duas fotos do corpo da vítima, bem como registrou uma selfie com o cadáver ao fundo.

Na sequência, ele compartilhou as fotos em um grupo do aplicativo WhatsApp denominado “Associações Comunitárias”, com a seguinte legenda: “Aqui perto Hospital de Câncer. Mais uma vítima da violência”. A imagem do corpo da vítima, uma adolescente, de apenas 13 anos de idade, com suas roupas íntimas à mostra, foi visualizada e compartilhada por diversas pessoas, causando constrangimento aos seus familiares. A promotora requereu, além da punição pelo crime cometido, o ressarcimento pelos prejuízos morais e materiais causados.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO

 
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