08/03/2019 às 10h36min - Atualizada em 08/03/2019 às 10h36min

Presidente da Associação de Combate ao Câncer em Piranhas é homenageada na Assembleia Legislativa de Goiás

Janete Ribeiro dos Santos recebeu a Comenda Chica Machado em reconhecimento ao seu trabalho junto à ACCP durante solenidade realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
Janete Ribeiro é professora, ex-vereadora de Piranhas e atual presidente da ACCP (Foto: Arquivo Pessoal)
A presidente da Associação de Combate ao Câncer em Piranhas (ACCP), Janete Ribeiro dos Santos, foi homenageada durante uma solenidade na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) com a Comenda Chica Machado devido ao trabalho de destaque executado junto à entidade que dirige. A cerimônia de entrega foi realizada na noite desta quinta-feira (7/03), no Plenário Getulino Artiaga e ocorreu em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março.
 
Acompanhada de amigos, familiares e outros membros da ACCP, Janete recebeu o certificado das mãos do deputado estadual Karlos Cabral (PDT), que foi o idealizador da sessão solene que também contemplou dezenas de outras mulheres.


 Janete Ribeiro dos Santos nasceu em Piranhas e tem 55 anos. Por mais de três décadas, ela dedicou sua vida à Educação do município de Piranhas e do Estado de Goiás, quando atuou na rede municipal de ensino piranhense, na Universidade Estadual de Goiás (UEG) e em outros órgãoes da Secretaria de Educação do Estado.
 
Em 1992, Janete foi eleita vereadora em Piranhas, tendo ocupado cargo como parlamentar no período entre janeiro de 1993 até 31 de dezembro de 1996.
 
Atualmente, Janete preside a Associação de Combate ao Câncer em Piranhas (ACCP) – entidade criada por ela em 2018 após uma luta pessoal contra o Câncer que já passa de 8 anos. O objetivo da ação, segundo ela, é oferecer serviços assistenciais aos pacientes, que vão, desde o repasse de informações e apoio no momento em que recebem o diagnóstico, até a viabilização de condições para manter o tratamento que, na maioria das vezes, é longo e custoso, tanto financeiramente, quanto emocionalmente.
 
Comenda Chica Machado
 
Chica Machado foi uma mulher negra, ex-escrava, que viveu na região de Niquelândia por volta de 1750.
 
Segundo a pesquisadora Adélia Freitas – que escreveu um livro sobre Chica –, a mulher que dá nome a esta importante comenda da Alego foi casada com um comerciante português, com quem teve seis filhos.
 
“Com o ouro que conseguiu, comprava escravo para libertá-los. Chica foi uma pessoa que venceu todos os obstáculos. Poderosa, tinha poder sociopolítico e econômico, e conseguiu sair da condição de escravizada e se posicionar na sociedade”, disse a pesquisadora.
 
Adélia Freitas escreveu o livro “Chica Machado: um mito goiano”, após conhecer as histórias de Chica durante uma pesquisa acadêmica na região de Niquelândia. De acordo com a autora, a forma como determinados "causos" de Chica passaram de geração em geração fazem dela um mito. “Não há como confirmar se tudo o que se conta é verdade, mas o fato é que ela permaneceu na memória das pessoas.”
 
A solenidade


 Compuseram a Mesa diretiva dos trabalhos: a secretária de Estado da Economia, Cristiane Alkimin Junqueira Schmidt; secretária de Estado da Educação, Aparecida de Fátima Gavioli Soares; secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréia Vulcanis; desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis; procuradora-geral do Estado, Juliana Prudente; e promotora de Justiça Emeliana Rezende de Souza.
 
Também fizeram parte da Mesa a prefeita de Americano do Brasil, Maria Suelí da Silva Rosa Queiroz (PTB); prefeita de Bela Vista de Goiás, Nárcia Kelly da Silva (PTB); prefeita da cidade de Goiás, Selma de Oliveira Bastos Pires (PT); prefeita de Diorama, Valeria Ferreira do Santos (PT); presidente do Conselho Estadual da Mulher, Ana Rita Marcelo de Castro; escritora Adélia Freitas; e a comandante de apoio logístico da PM, Vera Lúcia Vieira.
 
Em seu discurso, o deputado Karlos Cabral remontou a tragédia de Nova Yorque (EUA), quando, em 1911, 129 operárias morreram queimadas em uma fábrica de tecidos. Ele questionou os motivos que levão à comemorar a mulher somente neste dia 8 de março. "Celebrar o Dia da Mulher tem um significado tão especial que deveria ser comemo
rado todos os dias”.


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