26/03/2019 às 17h33min - Atualizada em 26/03/2019 às 17h33min

Cadeia Pública de Piranhas é desativada

Direção da unidade diz que desativação ocorreu por iniciativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás. Detentos foram transferidos para unidades prisionais em Caiapônia e Israelândia

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Goiás desativou a Cadeia Pública de Piranhas. Segundo o, até então, diretor da unidade, Ronison Carvalho Caires, a medida faz parte da reestruturação do sistema penitenciário goiano, que passa a ser organizado em presídios regionais para presos comuns e estaduais para aqueles de maior periculosidade. A informação foi confirmada no início da tarde desta terça-feira (26/03).

De acordo com Ronison Carvalho, o motivo da desativação da Cadeia Pública de Piranhas foi o número pequeno de presos em relação ao que era gasto na unidade. Com o ato, a SSP pretende, segundo ele, racionalizar os recursos aplicados no pagamento de servidores e na manutenção da estrutura prisional do Estado.

Em entrevista concedida ao Jornal A Voz do Povo, da Rádio Satélite FM, Ronison Carvalho informou que a Cadeia Pública de Piranhas operava com 17 servidores responsáveis por 20 detentos, sendo 4 do sexo feminino e outros 16 do sexo masculino – quase um servidor por preso. Isto acabou tendo um papel importante na decisão da SSP.

Os detentos foram transferidos nesta segunda-feira (25/03). Os 16 homens foram levados para a Unidade Prisional de Caiapônia, que está sendo reformada e ampliada. As 4 mulheres foram encaminhadas para o Presídio Regional Feminino de Israelândia. Inicialmente, as duas unidades devem ser os destinos dos infratores da lei da comarca de Piranhas.

Reforma recente

Com recursos vindos do Conselho de Segurança local e com doações da comunidade e apoio da Prefeitura Municipal, a Cadeia Pública de Piranhas passou por uma reforma concluída em julho do ano passado. As obras trouxeram melhorias para as celas, para a área de banho de sol e salas de aula. Foram disponibilizadas novas camas para os detentos e o sistema hidráulico e elétrico foram renovados.

O trabalho durou dois anos e teve a participação dos próprios presos que também ajudaram na troca do piso e no reforço das paredes do local. Um monitoramento por câmeras foi outra benfeitoria realizada.


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