28/07/2014 às 09h55min - Atualizada em 28/07/2014 às 09h55min

Menina de 1 ano morre após ser espancada pelos pais em Iporá

Geraldo Neto - Iporá
Luiz Henrique, de 19 anos, se defendeu dizendo que a mâe teria provocado uma queda da menina (Foto: Diário do Interior)

Faleceu na noite deste sábado (26), no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), a menina de apenas 1 ano e 11 meses que foi espancada pela mãe e o padastro em Iporá. Segundo a unidade de saúde, o bebê, com quadro clínico de traumatismo craniano grave, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e veio a falecer. O padrasto da vítima, Luís Henrique Ferreira da Silva de 19 anos,alegou ao delegado Ronaldo Leite que a criança se machucou ao cair do tanque em que tomava banho. No entanto foi preso em flagrante pelo crime.

O acidente ocorreu na manhã de sábado na casa em que o padrasto morava com a mãe do bebê, de 16 anos, localizada no Setor Padre Cícero em Iporá, o homem estava sozinho com a criança no momento do fato. No entanto, Luís Henrique após ser preso, afirmou que a própria mãe teria desferido um soco no rosto da criança e a derrubado no tanque, na queda, ela teria batido a cabeça no chão e desmaiado.

Vizinhos do casal, contaram a Policia Militar que a criança era constantemente agredida e espancada pela mãe e que tais agressões podiam ser ouvidas por todos os vizinhos. uma testemunha, disse ainda ,que na sexta-feira, foi possível ouvir muitos gritos e brigas vindo da residência.

De acordo com o depoimento do padrasto, ele deixou a menina no tanque para pegar uma toalha para enxugá-la. “Ele conta que pegou a criança do chão, deixou ela brincar um pouco e depois a colocou para dormir. Quando a mãe chegou em casa, ela viu que a criança estava sonolenta, estranha e a levou para o hospital”, informou o delegado.

Ronaldo Leite explicou que o médico plantonista desconfiou da história apresentada pela mãe do bebê e acionou a polícia. Devido à situação da menina, o padrasto foi preso em flagrante. O delegado o autuou por abandono de incapaz que resultou em lesão grave, pois, até então, a criança não havia morrido.

Com o agravamento do estado de saúde da menina, ela foi transferida para o Hugo, onde morreu. Com o óbito da enteada, o delegado informou que a tipificação do crime do padrasto deve ser alterada. “Ainda temos que apurar os fatos para saber se ele responderá por homicídio ou abandono de incapaz que resultou em morte”, afirmou Leite.

Mãe já havia perdido a guarda da filha por agressões contra a criança

O casal P. M. F. C e Luís Henrique Ferreira da Silva chegaram a Iporá há cerca de dois meses. Os dois residiam em Goiatuba, cidade onde o Conselho Tutelar possui diversos registros de ocorrências de agressões da mãe contra a filha. Segundo o CT de Goiatuba, a justiça já havia determinado que a criança ficasse aos cuidados do avó materna, devido as constantes agressões e violências sofridas. No entanto, há cerca de dois meses, após mudar para Iporá, a avó voltou a permitir que a criança morasse com a mãe, momento em que as agressões voltaram a acontecer.

O delegado pediu na Justiça a prisão preventiva do padrasto e a internação provisória da mãe da menina. O corpo do bebê será enterrado  em Iporá.


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