10/05/2020 às 10h41min - Atualizada em 10/05/2020 às 10h41min

Mãe, amor imensurável

Texto do professor e escritor Bartolomeu Xavier faz homenagem às mães

Bartolomeu Xavier de Sousa Filho - Professor e escritor
Como mensurar o amor de mãe? Como encontrar palavras para definir, de forma precisa, esse amor? É impossível! Não tem como medir e não há adjetivos capazes de qualifica-lo! Por amor, uma mãe é capaz de assumir riscos, enfrentar preconceitos, driblar dificuldades, arriscar perder alguns pontos no quesito beleza, se indispor com o companheiro, e em alguns casos, perder a própria vida para defender um filho ou para levar avante uma gravidez, principalmente se esta gravidez não tiver sido planejada. Não nos cabe aqui jugar aquelas que em um momento de fraqueza ou desespero, interrompem uma gravidez ou abandonam o filho a mercê da própria sorte. E mesmo quando isso acontece, o destino se encarrega de fazer com que esse filho ou essa filha se torne a alegria de algum casal que não teve tal privilégio.
           
A maternidade é um dom divino. Quis o Criador que o homem fosse coparticipante nesse processo, mas a responsabilidade de uma mãe vai além, e muito além, porque é ela que sofrerá todas as variantes possíveis, inerentes à gestação.
 
Por isso, bem-aventurada é a mulher que pode contar com o auxilio e a compreensão do companheiro durante todo o período de gestação e pós-parto. Apesar de todas as transformações ocorridas durante os nove meses normais, o fardo se torna mais leve quando o parceiro se faz presente dando o apoio e o carinho necessários.
 
Corajosa é a mulher que diante de uma gravidez, ao se sentir  desprezada, se predispõe a enfrentar todas as dificuldades seguindo o instinto materno até ter a sua cria em seus braços; que com a mesma determinação vai suportar todas as consequências para criá-lo, educá-lo, e com exemplos próprios de honradez, transformá-lo em um cidadão ou uma cidadã de bem.
 
Mãe, o seu dia são todos os dias do ano! Seu exemplo de amor e desprendimento; sua capacidade de sorrir por fora quando por dentro está em prantos; seus afagos diante de uma situação difícil; seus abraços carinhosos para não revelarem uma tempestade eminente; a segurança de seus olhar terno quando tudo está ruindo à sua volta; suas palavras de ânimo quando tendemos a desistir; sua capacidade de perdoar quando o que se espera é o castigo; suas lágrimas quando sabemos que não foi um cisco que lhe caiu nos olhos; sua predisposição em ficar com fome para ver os filhos saciados; seu sofrimento sincero diante da perda de um filho seja para a morte, seja para os vícios, seja para a incompatibilidade de convivência; sua determinação em aceitar um filho com limitações físicas ou psíquicas, etc.
 
Mães, por todos estes atributos, nós filhos e filhas, as admiramos e confessamos não correspondermos, à altura, com o carinho, a dedicação e o amor que, independente de qualquer circunstância, cada uma merece.
 
 Que Deus, ao escolher uma mulher para ser a mãe de Seu filho Jesus Cristo, possa perdoar as nossas imperfeições e dar o estímulo necessário, para que cada um de nós, faça um esforço contínuo no sentido de reconhecer a importância e a grandeza da mulher que nos concedeu a vida, amando-a na sua juventude e amparando-a na sua velhice.
 
Parabéns a todas as mamães! Às presentes e àquelas que se encontram ausentes por já estarem, merecidamente, convivendo com os anjos.



Autor: Bartolomeu Xavier de Sousa Filho
Piranhas, da de maio de 2020
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