25/09/2020 às 08h30min - Atualizada em 25/09/2020 às 08h30min

Justiça arquiva processos contra policial civil que era suspeito de crimes em Piranhas

Maurício Gomes Nunes foi detido em 2019, em uma ação da Corregedoria da Polícia Civil. Ministério Público Federal se posicionou em favor do arquivamento dos autos, o que foi determinado pelo TJ-GO e STJ

Tribuna Piranhense - com informações do G1 Goiás
Jotta Oliveira
Delegacia de Piranhas, onde Maurício Gomes atuou por vários anos (Foto: Arquivo/Tribuna Piranhense)
A Justiça arquivou os processos criminais contra o policial civil Maurício Gomes Nunes, lotado, atualmente, na Delegacia de Aragarças. Ele havia sido detido em abril de 2019 suspeito de cometer os crimes de corrupção passiva, associação criminosa e denunciação caluniosa enquanto atuava em Piranhas, onde foi agente por vários anos.
 
A prisão de Maurício ocorreu em virtude de uma ação da Corregedoria da Polícia Civil, que investigava supostos crimes entre 2013 e 2017. Em nota, a assessoria de imprensa da corporação informou que "não comenta decisões judiciais e que os procedimentos disciplinares da Corregedoria tramitam sob sigilo".
 
Maurício disse que, desde que deixou a prisão, quase um mês depois de ser detido, apresentou problemas psiquiátricos e está de licença médica do trabalho.
 
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) informou que denunciou Maurício por corrupção passiva e denunciação caluniosa. O órgão disse que "buscou por todas as formas manter as investigações em andamento", mas que os recursos foram rejeitados, não restando outra alternativa senão o pedido de arquivamento.
 
Processo na Justiça
 
Durante o trâmite processual, a defesa de Maurício Gomes Nunes recorreu e conseguiu, na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), um habeas corpus para liberá-lo da prisão e outro para derrubar uma decisão que havia suspendido a autorização para porte de armas e determinado que ele realizasse somente atividades no âmbito administrativo. Os dois casos foram relatados pelo desembargador Edison Miguel da Silva Júnior.
 
O MP-GO novamente recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Porém, em julgamento na 5ª Turma, os ministros decidiram, por unanimidade, manter a decisão da Justiça de Goiás. A relatoria, neste caso, ficou a cargo do ministro Jorge Mussi.
 
Diante dos fatos, o Ministério Público Federal entrou em cena e se posicionou em favor do arquivamento dos autos, o que foi determinado pelo TJ-GO e pelo STJ, sendo cumprido pelo juiz Jesus Rodrigues Camargos.
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