26/08/2014 às 11h39min - Atualizada em 26/08/2014 às 11h39min

Ataques se intensificam na TV durante programas eleitorais

Iris e Marconi trocam críticas no programa eleitoral. Segurança e a administração da capital foram o foco.

Andréia Bahia - O Popular

O terceiro programa eleitoral dos candidatos a governador na TV evidenciou a polarização entre Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), com os dois elevando o tom nos ataques. Enquanto o candidato do PMDB se concentrou em um dos mais evidentes problemas do governo tucano, a segurança pública, Marconi explorou os problemas da capital, que foi administrada por Iris até 2010.

O PMDB abriu o programa com depoimentos do pai e de amigas de Isadora Aparecida Cândida dos Reis, uma das mulheres que foram mortas nos últimos meses na capital. Iris chamou a atenção para o aumento dos índices de criminalidade no Estado, comparando com o período em que o PMDB governou e os últimos 16 anos.

Seu alvo era o governo Marconi Perillo, a quem culpou pela falta de segurança no Estado. Usou expressões como “fracasso do atual governo” e afirmou que a população está “massacrada pelo medo” e que “os bandidos estão soltos”.

Ao criticar a redução no número de policiais, comparando novamente os governos do PMDB e a era Marconi, Iris prometeu dobrar o número de policiais, investir em treinamento, equipamento e inteligência para resolver o problema da segurança pública.

Marconi, por sua vez, atacou Iris Rezende em sua última experiência administrativa: a Prefeitura de Goiânia. Responsabilizou o peemedebista, juntamente com o prefeito Paulo Garcia (PT), pelos problemas que a capital atravessa, como a deficiência na coleta do lixo, apresentados por meio de manchetes de jornais.

Iris, na colocação do programa tucano, teria abandonado Goiânia, cheia de mazelas, nas mãos do então vice, Paulo Garcia. Marconi também lançou mão de frases de impacto, como “Goiânia órfã, mal cuidada” e destacou as obras que o governo estadual fez na capital. É o segundo programa em que Marconi ataca a Prefeitura de Goiânia.

Além de ir para o embate com seu principal concorrente, Marconi também falou para o eleitor da região onde registra o pior desempenho nas pesquisas eleitorais. Na última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR, publicada no dia 17 de agosto, Marconi aparece com 26,2% das intenções de voto na capital, atrás de Iris, que tem 34,4% na estimulada. Um resultado bem diferente da média em todo o Estado, na qual Marconi tem 37,6% e Iris, 26,3%.

O tucano abrangeu também Aparecida de Goiânia nesse terceiro dia de propaganda. A cidade é administrada pelo também peemedebista Maguito Vilela.

Antônio Gomide iniciou seu programa criticando as obras paradas no Estado “há 16 anos”. O período citado marca o início do primeiro governo Marconi Perillo, 1999, passa pela administração de Alcides Rodrigues e se soma ao atual governo tucano. O contraponto de Gomide são as realizações de sua administração em Anápolis, cidade que governou durante cinco anos.

Ao finalizar o programa, Gomide retomou uma bandeira histórica de seu partido, a redução das desigualdades sociais. O petista não fez propostas, focando o programa mais em mostrar “a mudança que fez em Anápolis” e destacando a necessidade de planejamento na gestão pública.

Dentre os quatro primeiros colocados na disputa, o programa de Vanderlan Cardoso (PSB) foi o único que não atacou os concorrentes. O socialista usou o horário eleitoral para apresentar seu Plano de Metas para um eventual governo, que terá como mote a oferta de serviço público de qualidade.

Vanderlan destacou como ponto forte em seu planejamento a prestação de conta anual. Listou suas prioridades – segurança, saúde, educação, desenvolvimento econômico e social – e disse que vai obter avanços na gestão investindo em tecnologia.

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