27/08/2014 às 09h57min - Atualizada em 27/08/2014 às 09h57min

Agrodefesa orienta produtor no combate permanente às pragas da lavoura

Jotta Oliveira - Piranhas
Helicoverpa ainda assusta os produtores goianos (Foto: EMATER)

A Agrodefesa orienta os  produtores no combate permanente às pragas da lavoura  e sua principal preocupação ainda é a Helicoverpa armigera, para a qual Goiás foi declarado área de emergência fitossanitária, em novembro do ano passado. Ainda hoje a situação é preocupante pelo fato da lagarta se proliferar de forma muito rápida, ser altamente resistente a defensivos agrícolas e por se alimentar com praticamente todas as espécies agrícolas, como algodão, milho, soja, sorgo, tomate e hortaliças e até mesmo em áreas de pastagens.

O consultor técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Cristiano Palavro, explica que, com relação à Helicoverpa em Goiás, a situação ainda é preocupante. Segundo ele, apesar de não terem sido registrados danos significativos na safra passada (2013/14) a Helicoverpa segue presente no campo e, “como ainda não temos métodos tão eficientes de controle  para essa espécie, qualquer aumento populacional pode ser  bastante agressivo e causar muito danos. Por isso a situação é tão preocupante”, alerta Palavro. Ainda conforme o técnico, o maior problema da Helicoverpa  está relacionado ao seu potencial de dano.

Monitoramento permanente

De acordo com o engenheiro agrônomo e coordenador do Programa de Soja da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Mário Sérgio de Oliveira, entre as medidas a serem tomadas pelos produtores estão a  identificação correta para confirmar a presença da espécie na lavoura e a realização do monitoramento permanente da praga, que permite entender a maneira mais eficiente de combatê-la. Também é fundamental a realização do manejo integrado entre produtores rurais, de todas as propriedades da região afetada, já que o combate deve ser feito por região e não apenas localmente na propriedade, uma vez que a praga passa, com facilidade, de uma propriedade para outra.

A realização do vazio sanitário, a adoção de áreas de refúgio e a destruição de restos das culturas também são medidas primordiais no combate à Helicoverpa. “Detectando a presença da Helicoverpa na fase de ovo ou de larva, é sempre mais fácil controlar, evitando assim uma infestação de toda a área de plantio. Daí a importância do monitoramento constante e a necessidade de que o produtor retome o hábito de sair a campo e verificar cuidadosamente suas plantações,” explica Mário Sérgio.

A Agrodefesa vem realizando desde novembro passado um trabalho de apoio à educação sanitária junto aos produtores rurais, além de capacitações constantes junto aos seus técnicos para identificação da lagarta no campo. Um trabalho de apoio em pesquisas científicas também tem sido desenvolvido pela Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) para o combate à Helicoverpa em solo goiano.

Prejuízo e danos ambientais

A ferrugem asiática (doença fúngica) que ataca lavouras de soja e a mosca branca também são motivos de grande preocupação no campo. O não descanso do solo, que recebe plantios subsequentes, agrava também o problema, sobretudo o das pragas não específicas (como a Helicoverpa) que nesse caso, faz  uma espécie de “ponte verde”, passando de uma cultura a outra, resultando em prejuízos para quem planta e aumentando os custos de produção e danos ambientais.

Mário Sérgio explica que no caso da ferrugem asiática, os fungicidas que atacam essa praga têm perdido cada vez mais eficiência. Segundo ele, os ataques a culturas por mosca branca têm aumentado muito em Goiás. Ele explica que esta praga, bem como a Helicoverpa, ataca praticamente todas as espécies de cultura. Em 2013 foram registrados grandes ataques de mosca branca em lavouras de feijão na região de Jataí, no Sul do Estado. A mosca branca provoca uma doença denominada mosaico dourado, caracterizada por causar nas plantas atacadas o amarelamento das folhas e a ausência de flores e vagens, que impedem, no caso do feijão, o crescimento dos grãos.

Prejuízos causados pela mosca branca também foram registrados na Região Sudoeste do Estado, em fevereiro deste ano, onde 70% das lavouras foram infestadas pela praga, o que resultou em prejuízos e aumento de custo para os produtores.


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