01/09/2014 às 10h25min - Atualizada em 01/09/2014 às 10h25min

Além do gás, energia elétrica também deve ter aumento este mês

Do G1 - Goiânia

O mês de setembro começou com reajustes nos preços do gás de cozinha e anúncio de alta na tarifa da energia elétrica, em Goiás. No caso do gás, o aumento ficou definido em 7% e vale a partir desta segunda-feira (1º). Já a energia elétrica pode ter reajuste de até 28,30% a partir do próximo dia 12.

De acordo com a Companhia Energética de Goiás (Celg), a alta da tarifa de energia é necessária devido ao baixo índice de chuvas, que tem aumentado os custos das hidrelétricas e termoelétricas, ao pagamento de equipamentos e funcionários e para recuperar gastos e despesas pagas nos últimos 12 meses. O pedido de liberação para o reajuste foi feito à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas, segundo a assessoria da Celg, o anúncio oficial sobre o valor do aumento só será divulgado no dia 12.

A comerciante Joana D’Arc Silva diz que um reajuste deixará o orçamento mais apertado. “Eu acho um absurdo, pois no mês passado a minha energia já foi R$ 70 mais cara e não sei o motivo, pois o consumo foi o mesmo. E ainda vai aumentar mais. Onde é que a gente vai parar?”, questionou.

Já a técnica em enfermagem Marta Augusta Rodrigues diz que o consumidor já paga muitas taxas e não recebe um serviço de qualidade. “Eu moro em Aparecida de Goiânia e a gente vive sofrendo com falta de energia. A gente já paga tanta taxa. Por isso, não concordo com esse reajuste”, destacou.

Sobre o gás de cozinha, o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro Oeste (Sinergás) diz que o reajuste já estava previsto. “Setembro é o mês do dissídio e todas as engarrafadoras têm que dar aumento para os funcionários. Além disso, tem aumento do diesel, do pneu. Também em novembro é feita a alta dos funcionários das revendas de gás”, explicou o presidente da entidade, Zenildo Dias do Vale.

Atualmente, Goiânia tem aproximadamente 200 depósitos de gás legalizados. Nesses locais, o botijão de 13 kg custava entre R$ 42 e R$ 44. Agora, com o reajuste de 7%, o valor gira em torno de R$ 50, segundo o Sinergás.

O estudante de direito Gearley Borges questionou os índices dos reajustes. “Acho que esses valores que serão cobrados estão muito excessivos”, afirmou. Já a dona de casa Ana Francisca de Souza reclama de abusos. “A gente já paga tanta taxa e agora mais isso”, lamentou.

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