01/02/2021 às 09h08min - Atualizada em 01/02/2021 às 09h08min

“Goiás não terá ponto facultativo no Carnaval”, anuncia governador

Caiado argumenta que decretos não bastam sem conscientização da sociedade e alerta para crescimento da taxa de contaminação pelo novo coronavírus

Tribuna Piranhense - com informações da Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás
Jotta Oliveira
O governador Ronaldo Caiado durante live semanal (Foto: Wesley Costa)
“Da minha parte eu quero desaconselhar todas as pessoas que estão programando viagens no período do Carnaval.” O alerta é do governador Ronaldo Caiado (DEM) que, em série de entrevistas para a imprensa e no seu programa semanal ao vivo nas redes sociais nesta sexta-feira (29/01), anunciou que o Estado não terá ponto facultativo na tradicional festa, antes prevista para os dias 15 e 16 de fevereiro.
 
O governador explicou que a data não é um feriado nacional. Os estados e municípios têm a prerrogativa de definirem seus calendários. “Estamos num crescimento da contaminação das pessoas pelo vírus e qualquer feriado alongado provoca, indiscutivelmente, um aumento da contaminação e uma sobrecarga nos hospitais”, disse.
 
Caiado explicou que o Decreto Estadual nº 9.803, que restringe o comércio e consumo de bebidas alcoólicas em locais de uso público ou coletivo, é um sinal de alerta para que as pessoas redobrem a atenção, usem máscaras e sigam os protocolos de prevenção à Covid-19. “Temos que entender que não é um decreto a mais que vai conscientizar as pessoas, e sim uma reflexão do cidadão, que hoje está zombando deste decreto e amanhã pode estar na porta de um hospital com um parente sem leito para ser atendido”, alertou.
 
Para que a população participe cada vez mais da prevenção ao coronavírus e saiba da gravidade da situação por que passam Goiás e o Brasil, o Estado prepara uma grande campanha publicitária. Outra novidade é o uso de um aplicativo para o cadastro de pré-vacinação. Segundo o governador, a pessoa vai ser convocada para a imunização com dia e hora marcados, quando chegar a sua vez, dentro dos critérios da campanha.
 
A convocação da população não está sendo necessária nas duas remessas iniciais das vacinas porque as doses foram direcionadas aos idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência, população indígena aldeada, e trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19.  Agora, a previsão é que a terceira remessa atenda pessoas acima de 80 anos. “Nosso percentual de vacinação é pequeno, como foi, para todo Brasil. Mas esperamos que esse volume aumente e temos perspectiva de chegar, no País, a uma oferta de quase 1,5 milhão de doses de vacina por dia, ou seja, 45 milhões por mês”, informa Caiado.

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