23/02/2021 às 09h48min - Atualizada em 23/02/2021 às 09h48min

Saúde apela à consciência da população para reduzir transmissão do coronavírus

Superintende de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, asseverou que conter a taxa de contaminação exige o fim das aglomerações e continuidade do uso de máscaras, higienização de mãos e isolamento social

Do Goiás Agora
Flúvia Amorim (Foto: Dilvação/ABC Digital-GO)
A superintende de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Flúvia Amorim, fez um apelo dramático à população para que se conscientize e mantenha os cuidados sanitários como prioridade absoluta para redução dos casos de contaminação e transmissão do novo coronavírus. Em entrevista ao programa O Mundo em Sua Casa desta terça-feira (23/02), das rádios Brasil Central AM e RBC FM, ela asseverou que conter a taxa de contaminação exige o fim das aglomerações e continuidade do uso de máscaras, higienização de mãos e isolamento social.
 
“Por mais que o Governo Estadual e os municípios façam a gestão correta do problema, com aumento do número de leitos e de UTIs, isso não é suficiente. Temos limites com disponibilidade de profissionais e até espaço físico. Se a taxa de contaminação continuar aumentando como ocorre no momento, o sistema vai colapsar. É isso que as pessoas precisam compreender”, enfatizou a superintendente. Vale lembrar que o governador anunciou a abertura de 50 novos leitos de UTI em Goiânia e mais 11 leitos em Quirinópolis, dez em Itumbiara e nove em São Luís de Montes Belos. “Se não barrarmos os índices de contaminação, todo esse esforço será insuficiente”, afirmou a superintendente.
 
Letalidade
 
Flúvia Amorim relatou ainda uma situação preocupante que é a taxa de letalidade dos pacientes que dão entrada nas UTIs. De cada duas, uma vai a óbito. “Isso mostra que a situação é muito mais grave do que se pensa, porque há a falsa ilusão de que havendo UTI as pessoas estão salvas. Isso não é verdade”, afirmou. Já em decorrência do agravamento do problema, o Governo Estadual mapeou o Estado por regiões, definindo aquelas em estabilidade, áreas de alerta, áreas críticas e de calamidade. Para essas últimas, a recomendação é isolamento total e permissão de funcionamento de apenas serviços prioritários. Contudo, nem todos os municípios adotaram essas medidas.
 
Flúvia Amorim também condenou as aglomerações verificadas em bares, restaurantes, festas clandestinas e igrejas, em Goiânia e no interior. “É preciso que as pessoas entendam os riscos de contaminação e transmissão da Covid. O bom resultado vai sair do trabalho conjunto do Governo Estadual, dos municípios, dos setores produtivos, mas principalmente do cuidado de cada pessoa”, argumentou. A superintendente confirmou que esta semana deve chegar nova remessa de vacinas o que vai permitir imunizar pessoas a partir de 80 anos.
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