20/11/2021 às 12h33min - Atualizada em 20/11/2021 às 12h33min

Dia da Consciência Negra! Mas será que essa consciência existe?

Professor e escritor piranhense, Bartolomeu Xavier de Sousa Filho, escreveu uma reflexão sobre a data comemorada anualmente em 20 de novembro; leia

Por Bartolomeu Xavier de Sousa Filho - professor e escritor
(Foto: Reprodução)
Dia da Consciência Negra! Mas será que essa consciência existe?
Porque em pleno século vinte e um, muita gente ainda insiste
Em ignorar os direitos dos negros cuja porcentagem é maioria
Vemos nos noticiários das mídias dominantes existentes
Que os tempos do cativeiro ainda hoje se faz presentes
Em atitudes preconceituosas que colocam em cheque a alforria
 
A constituição garante que todos têm os mesmos direitos
Mas ainda hoje muitos negros sofrem de preconceitos
Principalmente se forem pobres, analfabetos ou favelados
No “morro” nas constantes e tendenciosas batidas policiais
Nas investigações de crimes ou tráfico são suspeitos potenciais
Pois quase sempre, são os primeiros a serem abordados
 
Em algumas empresas é grande o número de negros efetivados
Quanto mais pesado for o trabalho, mais eles serão requisitados
Por causa da sua força, sua determinação e sua capacidade
Porém nos cargos mais relevantes na hierarquia da empresa
Ver um negro de terno e gravata pode causar certa estranheza
Pois ainda não é uma coisa muito comum em nossa sociedade
 
No Brasil é pequena a porcentagem de negros bem-sucedidos
Que com muitas dificuldades conseguiram ser ascendidos
E para ocupar cargos de relevância quebrando tabus e correntes
Tiveram que enfrentar com determinação os ideais classistas
Mesmo assim ainda não estão livres de comentários racistas
Talvez por pessoas invejosas, mesquinhas ou incompetentes
 
A sociedade é uma grande engrenagem que gira indefinidamente
Rumo a um futuro desconhecido, mas que precisa urgentemente
Unir forças, mudar atitudes, traçar novos rumos e novos objetivos
E só chegará a algum lugar inserindo os negros nesse planejamento
Nada de cotas, nada de discriminação, nada de constrangimento
Os negros são cidadãos, merecem respeito, e não são mais cativos
 
Que assim como na dependência do quadro-negro e do giz
Possamos dar as mãos para mudar a realidade do país
Quebrando as barreiras da intolerância e da dominação
Que o processo educativo conduza a nossa juventude
A mostrar num futuro próximo através de cada atitude
Não haver mais resquícios da ultrapassada escravidão
 

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