26/11/2021 às 11h52min - Atualizada em 26/11/2021 às 11h52min

Na Alego, projeto que cria programa de moradia em Goiás deve ser submetido à votação definitiva na próxima semana

O "Pra Ter Onde Morar" visa beneficiar famílias sem casa própria e com dificuldade para arcar com custos do aluguel

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
(Foto: Reprodução)
De iniciativa da Governo Estadual, o programa de auxílio moradia "Pra Ter Onde Morar" foi aprovado, em primeiro turno, em sessão extra realizada na noite desta quinta-feira (25/11) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O intuito da iniciativa é conceder auxílio financeiro a cerca de 30 mil famílias em situação de vulnerabilidade no valor mensal de R$ 350, por até 18 meses, com possibilidade de prorrogação. O processo será submetido à segunda e definitiva votação na sessão ordinária da próxima terça-feira (30/11).
 
De acordo com dados do Instituto Mauro Borges (IMB), a falta de moradias em Goiás afeta cerca de 156 mil famílias. A iniciativa do Governo visa combater o problema, de forma imediata, com subsídio para locação de imóveis.
 
O programa, objeto do texto do processo nº 8864/21, será operacionalizado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), que se encarregará da coordenação, do desenvolvimento e da execução do mesmo. O valor do benefício possui fonte prevista no Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás).
 
No decorrer do tempo da concessão do benefício, haverá acompanhamento social, com estímulo ao autossustento e recolocação no mercado de trabalho. “Se tem um ponto do qual nós, no Governo de Goiás, não nos distanciamos nem um minuto, é cuidar das famílias mais vulneráveis do estado”, afirma o governador Ronaldo Caiado em sua mensagem. “Somos um governo social, para chegar às pessoas. Esse é nosso objetivo”, ressalta.
 
Requisitos
 
O "Pra Ter Onde Morar" visa beneficiar famílias sem casa própria e com dificuldade para arcar com custos do aluguel. Entre os requisitos para a família ser atendida com o aluguel social estão: renda familiar de até dois salários mínimos; ser constituída de, no mínimo, duas pessoas (com exceção de idosos); habitar moradia improvisada ou em coabitação ou, ainda, se tiver mais de 50% da renda familiar comprometida com aluguel.
 
O texto do projeto de lei prevê, ainda, que a titularidade do benefício será, preferencialmente, da mulher e que terão prioridade famílias com idosos, pessoas com deficiência ou vítimas de violência doméstica.
 
A matéria foi protocolada na Assembleia Legislativa nesta semana e, na Comissão Mista, recebeu parecer favorável do relator, deputado Wilde Cambão (PSD). Submetida à primeira votação nesta quinta-feira, recebeu 21 votos favoráveis.
 
*Com informações da Agência Assembleia de Notícias

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