07/04/2022 às 18h29min - Atualizada em 07/04/2022 às 18h29min

Autor de homicídio em Piranhas se apresenta à Polícia e diz que vítima estava ameaçando sua família

Elivelton Xavier de Oliveira admitiu o crime, porém responderá em liberdade por estar colaborando com as investigações e possuir residência fixa

Tribuna Piranhense - em Piranhas
Jotta Oliveira
Delegacia da Polícia Civil de Piranhas (Foto: Reprodução/Google Maps)
A Polícia Civil de Piranhas confirmou que o autor do homicídio de Cristiano Francisco de Miranda, de 44 anos, se apresentou espontaneamente durante a manhã desta quarta-feira (6/04). Se trata de Elivelton Xavier de Oliveira, de 30 anos, que confirmou ter praticado o crime e entregou a arma usada na ação – um revólver calibre 357 registrado em seu nome pelo fato dele ter autorização para possuir armas.
 
Em entrevista ao Tribuna Piranhense, o delegado responsável pelo caso, Igor Dalmy Moreira, disse que Elivelton contou durante depoimento que o homicídio aconteceu depois que a vítima provocou confusão em seu estabelecimento comercial e proferiu ameaças contra ele e sua família.
 
“Ele [Elivelton] alegou que a vítima estava ameaçando ele e a família dele há dias, bem como causando confusão no bar de sua propriedade. Quando o autor foi pedir para a vítima parar de procurar sua família, houve um desentendimento que resultou no disparo de arma de fogo contra o ofendido, cuja gravidade da lesão resultou em seu óbito”,declarou, Igor Dalmy Moreira.
 
O delegado titular da Delegacia de Piranhas também relatou que o investigado afirmou que já teria acionado a Polícia por causa de importunações e ameaças por parte de Cristiano. “Realizada consulta nos sistemas, a Polícia Civil não identificou registro dessas chamadas. Mas é possível que realmente tenham acontecido esses acionamentos. Serão ouvidas testemunhas para confirmar ou refutar a versão do autor”, ressaltou.
 
Nossa reportagem conversou com a defesa de Elivelton e, conforme declaração do advogado Ricardo Pereira de Sousa, seu cliente entrou em contato com as autoridades policiais ainda na data do crime já com a intenção de se entregar. “Foi determinada para ontem a apresentação e assim foi feito. O Elivelton expos a sua versão e seguirá colaborando com a Polícia e com o Poder Judiciário”, disse.
 
Como Elivelton Xavier de Oliveira está colaborando com as investigações e possui residência fixa, ficou decidido que ele responderá pelo homicídio em liberdade.
 
O crime
 
Cristiano Francisco de Miranda, popularmente conhecido como Invasão, foi morto na última segunda-feira (4/04) com um disparo de arma de fogo na região do tórax e o autor fugiu logo depois.
 
De acordo com relatos de testemunhas, a vítima estava parada na frente de um estabelecimento comercial localizado na Avenida Juscelino Kubitschek (JK), no Setor Sudoeste, quando, por volta das 17h30, Elivelton chegou a bordo de um veículo, desembarcou, efetuou um disparo de arma de fogo no lado direito de seu tórax e evadiu-se do local, tomando rumo desconhecido até então.


 
Cristiano chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levado ainda com vida até o Hospital Municipal Cristo Redentor, mas acabou morrendo devido á gravidade dos ferimentos.
 
Vítima havia sido presa recentemente por importunação sexual e ameaça
 
Cristiano Francisco havia sido colocado em liberdade recentemente após ser preso acusado de importunar sexualmente e ameaçar uma jovem de 23 anos que voltava da academia que frequenta. A prisão foi realizada pela Polícia Militar (PM) depois que a mulher denunciou a situação que envolveu ofensas e palavras de cunho sexual.
 
Em relato aos policiais, a jovem informou que isso já havia ocorrido em outros momentos, mas que, desta vez, o autor foi mais agressivo, chegando ao ponto de ameaçá-la, dizendo que quebraria um copo em seu rosto depois que ela pediu que ele parasse com a importunação e as ofensas.
 
Cristiano voltou a ameaçar a vítima enquanto passava pelo exame de corpo de delito. Segundo a PM, o indivíduo afirmou, na presença da equipe policial e do médico, que iria matar a vítima quando saísse do presídio.

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