02/12/2014 às 10h12min - Atualizada em 02/12/2014 às 10h12min

Em Piranhas, idosa ficou em mata e em cativeiro sem água durante sequestro

Fazendeira de 68 anos passou cinco dias refém, no sudoeste do estado. Dentre os presos está o funcionário de fazenda vizinha onde mora a vítima.

Jotta Oliveira - Piranhas
Tribuna Piranhense
Cativeiro não tinha água, nem energia elétrica e idosa dormia no chão (Foto: Reprodução/TV Anhaguera)

A Polícia Civil apresentou nesta segunda-feira (1º/12) os quatro suspeitos de sequestrar uma fazendeira de 68 anos feita refém por cinco dias em um cativeiro localizado na zona rural de Piranhas, na região oeste de Goiás.  Segundo a polícia, ela passava parte do dia em uma mata e depois era colocada em uma casa sem água, energia elétrica ou colchão.

“Ela foi mantida em um local totalmente insalubre, úmido. Durante os dias, ela diz que era levada para uma mata porque eles tinham medo que chegasse alguém naquela casa. Ela era levada para uma mata em um período chuvoso e então ficou bastante debilitada com esses cinco dias de cativeiro”, afirma o delegado Glaydson Carvalho, do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O sequestro aconteceu no último dia 23 de novembro e foi mantido em sigilo pela polícia até a prisão de Eufrásio Reis Morais da Silva, Nivair Lopes e Davi Félix Magalhães. Segundo a corporação, dentre os homens presos também estava Eiton Chaves dos Anjos, um conhecido da vítima.

Eiton era funcionário em uma fazenda vizinha à da família dela, em Naveslândia, onde ela foi sequestrada. “Ele [suspeito] tinha conhecimento da rotina dela e foi o responsável por levantar as informações, articular o crime e também convidar os demais para participar do crime”, explica o delegado.

A prisão dos três primeiros integrantes da quadrilha aconteceu na sexta-feira (28/11), em Piranhas, depois que os suspeitos liberaram a idosa após a família pagar o valor acordado pelo resgate. Eiton foi preso logo depois, em Jataí. Os homens foram localizados horas depois da libertação e o dinheiro, recuperado. Os quatro criminosos estão detidos na Deic, em Goiânia.


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