03/02/2015 às 09h37min - Atualizada em 03/02/2015 às 09h37min

O calor noturno e as dificuldades para dormir

Johny Cândido - Da editoria DMRevista
Como manter o sono em dia nas noites quentes de verão? Especialista dá dicas para dormirmos bem, mesmo com todo o calor dos últimos dias (Foto: Reprodução)

O verão tem tudo a ver com viagens, passeios, dias claros, ensolarados e temperaturas elevadas. No entanto, quando anoitece e chega o momento de descansar, muitos indivíduos sentem-se incomodados e não conseguem atingir os níveis mais profundos do sono, já que costumam acordar várias vezes durante a madrugada ou sofrem com dificuldades para adormecer. E o resultado no dia seguinte é a indisposição, irritabilidade, fadiga, estresse, dentre outros.

Quando não dormimos direito, o dia não é nada produtivo. A saída para as noites extremamente quentes do verão é investir em roupas leves, quarto arejado e roupas de cama e travesseiro adequados e boa ventilação do ambiente.

A comerciante Ana Maria Cândido afirma sofrer nessas noites quentes na hora de dormir. “Eu particularmente não gosto de ar-condicionado, pelo fato de deixar minhas vias respiratórias resecadas, além de ter um custo mensal muito alto.” Mas para aliviar o calor, Ana costuma colocar uma toalha úmida na cabeceira da cama, deixa a veneziana aberta, um copo de água gelada no criado-mudo e liga o ventilador.

De acordo com a consultora do sono Renata Federighi, para manter uma boa noite de sono durante os dias mais quentes é necessário manter o corpo fresco e a cabeça tranquila. Ar-condicionado e ventiladores são aliados nessa época do ano, assim como o uso roupas leves e a boa hidratação do corpo para evitar a transpiração.

“Para quem busca uma boa noite de sono no verão, a adoção de alguns hábitos simples é fundamental. Manter o ambiente arejado, usar roupas leves, manter a postura correta ao dormir e utilizar equipamentos que deixem a temperatura agradável como, por exemplo, ventiladores e ar-condicionado ajudam o indivíduo a ter um descanso de qualidade”, afirma Renata Federighi.

Entendendo o sono

De acordo com o Instituto do Sono, o sono é um estado transitório e reversível, que se alterna com a vigília (estado desperto). Trata-se de um processo ativo envolvendo múltiplos e complexos mecanismos fisiológicos e comportamentais em vários sistemas e regiões do sistema nervoso central.

Um ciclo do sono dura cerca de 90 minutos, ocorrendo quatro a cinco ciclos num período de sono noturno. Oito horas é o ideal para dormir. Segundo Lavie (1998, 45), o número de ciclos por noite depende do tempo do sono, acrescentando, ainda, que “o sono de uma pessoa jovem é, habitualmente, composto por quatro ou cinco desses ciclos, com tendência à redução com o avançar da idade”. No entanto, o padrão comum varia entre quatro e cinco ciclos.

São identificados no sono dois estados distintos: o sono mais lento, ou sono não REM, e o sono com atividade cerebral mais rápida, ou sono REM (do inglês, movimentos rápidos dos olhos). O sono não REM é dividido em três fases ou estágios, segundo a progressão da sua profundidade. Já o sono REM caracteriza-se pela atividade cerebral de baixa amplitude e mais rápida, por episódios de movimentos oculares rápidos e de relaxamento muscular máximo. Além disso, este estágio também se caracteriza por ser a fase onde ocorrem os sonhos.

Em um indivíduo normal, o sono não REM e o sono REM alternam-se ciclicamente ao longo da noite. O sono não REM e o sono REM repetem-se a cada 70 a 110 minutos, com quatro a seis ciclos por noite. A distribuição dos estágios de sono durante a noite pode ser alterada por vários fatores, como: idade, ritmo circadiano, temperatura ambiente, ingestão de drogas ou por determinadas doenças. Mas normalmente o sono não REM concentra-se na primeira parte da noite, enquanto o sono REM predomina na segunda parte.

Várias funções são atribuídas ao sono. A hipótese mais simples é a de que o sono se destina à recuperação pelo organismo de um possível débito energético estabelecido durante a vigília. Além dessa hipótese, outras funções são atribuídas, especialmente ao sono REM, tais como: manutenção do equilíbrio geral do organismo, das substâncias químicas no cérebro que regulam o ciclo vigília-sono, consolidação da memória, regulação da temperatura corporal, entre outras.

Último recado

A consultora do sono Renata Federighi deu todas essas dicas e explica que é necessário tentar ter uma boa noite de sono, mesmo com todo esse calor. Entendendo que todo ser humano precisa dormir bem para conseguir desenvolver bem suas atividades e funções no dia seguinte.


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