18/02/2015 às 19h40min - Atualizada em 18/02/2015 às 19h40min

Ejaculação Precoce: Médicos falam das causas e de como tratar

Jotta Oliveira - Piranhas
Tribuna Piranhense
Os médicos Maria Jamile e Gerlando Duarte falam de um dos principais problemas da vida sexual de casais (Foto: AP)

Uma das disfunções sexuais masculinas mais comuns é a ejaculação precoce, que é a falta do controle durante a ejaculação, podendo chegar ao orgasmo até dois minutos após a penetração. Segundo pesquisas, um a cada quatro homens sofrem desse problema.

Para abordar melhor o assunto, o Tribuna Piranhense ouviu o médico Gerlando Duarte Nogueira que apontou alguns fatores que levam a este transtorno. Entre elas, está a preocupação profissional, problemas no casamento, estresse, insegurança e dividas. “Tudo isso leva a uma ansiedade que pode ser a maior causa desta disfunção. Geralmente não há um problema orgânico que explique a ejaculação precoce”, explica Gerlando.

Segundo Gerlando Duarte, o tratamento é cognitivo-comportamental, psicoterápico e medicamentoso. O medido conta que já existe medicação específica para controle da ansiedade que age também no controle ejaculatório. “Se o homem percebe que este problema ocorre na maioria das relações sexuais, deverá procurar o médico para que possa orientá-lo”, ressalta.

Como as mulheres se sentem quando se relacionam com um parceiro com ejaculação precoce?

A médica Maria Jamile Ribeiro Duarte Nogueira, que atende mulheres com diversos problemas ligados a vida sexual, explica que a ejaculação precoce afeta não só os homens. Muitas mulheres se queixam que há uma diminuição do desejo, já que, habitualmente, o orgasmo feminino é bem mais demorado que o masculino. “As mulheres relatam que, com o parceiro ejaculando em poucos minutos, elas normalmente não chegam ao clímax. Como a ejaculação precoce acontece muito rápido o homem tem menos chances de se preocupar em satisfazer a mulher, havendo, com o passar do tempo, um desgaste na relação do casal”, diz a sexóloga.

Maria Jamile lembra ainda que a maioria das mulheres considera como uma relação satisfatória, não só a sexual, mas também o carinho, as caricias, os estímulos, o beijo. Tudo isso é considerado igualmente importante.


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