04/05/2015 às 09h29min - Atualizada em 04/05/2015 às 09h29min

Último sequestro com resgate em Goiás tinha sido em 2014 com cativeiro em Piranhas

Perfil de sequestradores e de vítimas mudou em Goiás.

Jotta Oliveira - Com informações de O Popular
Tribuna Piranhense
Idosa foi mantida em cativeiro na zona rural de Piranhas (Foto: Jotta Oliveira/Tribuna Piranhense)

O sequestro de uma fazendeira de 68 anos em novembro de 2014, na cidade de Piranhas, havia sido o último registro desse tipo de crime em Goiás até o sequestro em 26 de março de Paulo Antônio Batista, 22 anos, libertado pela Polícia Civil nesta terça-feira (28/04). Na época, a família da senhora havia pago metade do valor acordado em resgate, que era de R$ 200 mil.

Em julho de 2014, a imprensa goiana já denunciava que crimes de extorsão mediante sequestro voltaram a ocorrer no estado, depois de quase dois anos sem aumento nos registros. À época, nos sete primeiros meses do ano, foram 21 casos registrados pelo GAS. A reportagem relatou que nestes dois anos houve uma mudança no perfil das vítimas e dos sequestradores. 

Até 2012, os alvos eram os grandes empresários, com os resgates na cifra dos milhões. A partir de 2014, a modalidade foi chamada de pequeno sequestro, em que as vítimas teriam condições financeiras menores e os valores negociados chegavam a, no máximo, R$ 500 mil. 

A família de Paulo Antônio foi orientada a não revelar o valor do resgate, mas informações publicadas no dia da libertação do rapaz eram de que a família já havia pago R$ 236 mil, valor semelhante aos dos chamdados "pequenos sequestros" que passaram a ser praticados em Goiás. Em entrevista ao POPULAR nesta quinta-feira (30) o pai do estudante, Paulo Antônio Silva, afirmou que fez uma promessa de não odiar os sequestradores de seu filho. "Não os odeio. Quero apenas que a justiça dos homens e de Deus seja feita".

Senhora

O caso do sequestro de novembro de 2014 ocorreu no povoado de Naveslândia, na zona rural de Jataí, a 320 quilômetros de Goiânia. Ela havia sido sequestrada no dia 23 de novembro e foi levada para uma casa na zona rural de Piranhas, a 163 quilômetros de Jataí, onde passou cinco dias. O Grupo Antissequestro (GAS) da Polícia Civil conseguiu prender os suspeitos quando eles fugiam com o dinheiro, uma espingarda, objetos roubados e uma corrente.

O caso foi acompanhado pela equipe do delegado Glaydson Carvalho, titular do GAS, mas a estratégia foi agir apenas depois do pagamento do resgate para evitar qualquer confronto. Houve auxílio da delegacia de Jataí na captura dos três homens, que foram levados em forte esquema de segurança para a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). 

Os detidos foram Eufrásio Reis Morais da Silva, Nivair Lopes e Davi Félix Magalhães. Também neste sequestro os acisadps presos já tinham passagens por furtos e roubos a estabelecimentos comerciais. Entre os sequestradores de Paulo Antônio Batista, dois estavam usando tornozeleiras.


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