13/05/2015 às 07h26min - Atualizada em 13/05/2015 às 07h26min

Dois novos casos de mormo são confirmados em Goiás

Já são quatro os diagnósticos da doença confirmados em Goiás no período de sete meses. Animais infectados devem ser sacrificados.

De O Popular
(Foto: Ilustrativa)

Após um período de análises e resultados inconclusivos para exames de mormo, foi confirmado diagnóstico da doença infectocontagiosa em um equino do Hipódromo da Lagoinha, em Goiânia, e em um muar que está em uma fazenda na cidade de Abadia de Goiás. Os animais infectados devem ser sacrificados em até 30 dias.

Conforme publicado no POPULAR, o primeiro caso de mormo foi registrado em outubro do ano passado, em uma égua da raça mangalarga marchador que participava da 51ª Exposição Agropecuária. Desde então, o Estado perdeu o status de zona livre de mormo. O segundo caso da doença no Estado foi diagnosticado em um centro de treinamento de Hidrolândia.

Mormo é uma grave enfermidade, perigosa para equinos. Pode ser transmitida ao homem, embora isso seja raro. Segundo o gerente de sanidade animal da Agrodefesa, Antonio do Amaral Leal, outros cinco animais que estão na fazenda de Abadia e 137 no Hipódromo continuam isolados e as propriedades interditadas. “Quanto aos animais diagnosticados, estamos negociando com os proprietários para que o sacrifício ocorra o quanto antes.”

Exames

“Os demais animais de convívio com os contaminados passarão por exames. Após coletadas, as novas amostras de sangue serão encaminhadas para o laboratório Lanagro, que possui unidades no Pará e em Pernambuco. A confirmação da doença implicará no segundo exame específico. Os testes serão feitos no período entre 45 e 60 dias”, explica Antonio.

Ele alerta para o fato de que o animal pode estar contaminado mesmo sem apresentar sintomas clínicos. Por isso, a importância de realizar o exame para qualquer evento pecuário que o animal for participar. “As consequências geradas são de cunho econômico, devido ao sacrifício dos animais contaminados e isolamento dos demais. Esse exame de mormo é importante, pois traz segurança tanto para o produtor quanto para o rebanho do Estado”, diz.


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