05/12/2016 às 17h39min - Atualizada em 05/12/2016 às 17h39min

Empresas "maquiaram" a concorrência e se apropriaram de dinheiro público em licitações da Câmara de Piranhas, diz MP-GO

Segundo promotor, empresas 'maquiavam' concorrência para faturar. Ação apreendeu papéis em duas empresas e conduziu donos para oitivas.

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense
Documentos foram apreendidos em duas empresas investigadas (Foto: Divulgação/MP-GO)

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) realizou, nesta segunda-feira (5/12), uma operação que apura fraudes em processos licitatórios na Câmara Municipal de Piranhas, região oeste de Goiás. Segundo as investigações, um grupo de empresas se reunia para combinar os preços, "maquiando" a concorrência e se apropriando de dinheiro público.

Por telefone, o presidente da Câmara, vereador Lindomar Ferreira Leite, o Ferrerinha (PSD), disse ao que o a Câmara ainda não foi notificada sobre a operação.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em empresas localizadas em Goiânia. A ação apreendeu vários documentos e notas fiscais considerados indícios fortes da existência da fraude. Os proprietários foram conduzidos coercitivamente e prestaram depoimento na sede do MP-GO.

O promotor de Justiça Marcelo Borges Amaral explicou como o processo ocorria. "Havia um conluio entre os licitantes com o objetivo de fraudar a existência de uma licitação. Elas combinavam entre si que uma delas iria vencer e as outras superfaturavam o próprio preço, com o objetivo de perder", disse.

Ainda conforme Amaral, inicialmente, os empresários negaram que o esquema existia. Porém, diante das provas, acabaram admitindo a situação. Mesmo assim, acabaram liberados porque estão colaborando com as investigações.

Os nomes das empresas e dos proprietários não foram revelados pelo MP-GO, tampouco as áreas em que elas atuam e nem se há o envolvimentos de parlamentares piranhenses. O promotor se resumiu a afirmar que elas são responsáveis por "fornecimento de bens".

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e do Centro de Inteligência do MP. Existe a possibilidade de que outras cidades também sejam alvo de ação semelhante.

Com informações do G1 Goiás


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