26/06/2014 às 07h29min - Atualizada em 26/06/2014 às 07h29min

Prefeito de Arenópolis concede entrevista e fala sobre sua gestão

Jotta Oliveira - em Piranhas
Tribuna Piranhense

O portal de notícias Tribuna Piranhense, com seu compromisso de independência e imparcialidade, respeitando seus leitores e trazendo noticiário confiável e isento, solicitou entrevista com o prefeito de Arenópolis, Osvaldo Pinheiro Dantas (Pompílio). Em um tom tranquilo, Pompílio se mostrou convicto de que a mudanças estão acontecendo positivamente e que Arenópolis está ganhando um ritmo de realizações que o povo deseja. Leia.

Prefeito, gostaria de iniciar com uma análise de como o senhor vê este um ano e meio de governo. O senhor está satisfeito com o ritmo do seu governo ou pensava que seria mais fácil?

Prefeito - Gostaríamos de ter realizado mais, de ter avançado mais. Mas, apesar dos enormes problemas de gestão herdados, do volume de providências acumuladas em anos de omissões, temos um saldo bastante positivo do primeiro ano de governo. Resgatamos a credibilidade do município junto aos governos federal e estadual e restabelecemos os fluxos de repasses de verbas que estavam interrompidos, e conseguimos adiantar vários projetos, por exemplo, tocar as obras das construções das 39 casas do Minha Casa, Minha Vida para frente. Adquirimos novos veiculos para o município com recursos próprios e do Governo Federal. Os servidores voltaram a receber em dia, e os fornecedores também, apesar das dificuldades financeiras. Estamos dando uma atenção especial as nossas tradicionais festas, como a festa junina, dando apoio a festa do padroeiro São Pedro, dentre outros eventos que a Prefeitura faz questão de apoiar. A educação tem funcionado com planejamento. A saúde tem um novo perfil, dando uma atenção, não só para a cidade de Arenópolis, mas também para o povoado de Campos Verdes e da zona rural, com um planejamento macro, e as ações para a construção de um novo modelo estão avançando, com destaque para o bom atendimento do Hospital Municipal e do Posto de Saúde de Campos Verdes. Reestruturamos a Secretaria de Obras, que hoje tem maquinários novos, tudo em parceria com os governos federal e estadual. Estamos prestes a receber um investimento de cerca de R$ 500 mil para recapear as ruas e avenidas do município. Também através de parcerias, vamos trazer novos equipamentos para nosso Hospital, com o dinheiro já encaminhado. São várias ações em andamento.

O povo deArenópolis sempre guardou em sua lembrança um Pompílio acessível, mais presente, um Pompílio que tem mais identificação com o povo. O que mudou no político Pompílio de outros mandatos para agora?

Prefeito -  Em relação ao contato com povo, nada mudou. O que acontece é que os tempos mudaram. O sistema administrativo mudou. A cidade cresceu e com o aumento das ações no nosso governo o trabalho se multiplicou. A comunicação virtual é intensa, as redes sociais dominam o cenário. Infelizmente, os contatos pessoais diminuíram naturalmente.  E se a gente não acompanhar a evolução dos tempos seremos atropelados pela realidade. O povo não quer mais só tapinha nas costas e conversas de pé de ouvido, o povo quer obras! A população quer resultados práticos, e isso ficou bem claro nas manifestações de rua, quando milhões exigiam serviços públicos de qualidade.

Prefeito, como o senhor Avalia a situação financeira da Prefeitura hoje. Ao assumir em 2013 e até agora? Era o que o senhor esperava? O que está sendo mais difícil?

 Prefeito - A situação financeira dos municípios brasileiros é muito ruim, e isso é produto de um sistema federativo caótico, que concentra 70% dos recursos financeiros do país em Brasília. E isso é muito negativo, porque afasta o dinheiro do local onde estão os problemas. Afinal, moramos aqui, e os problemas que nos afligem estão aqui, mas o atual sistema nos obriga a ir a Brasília para tentar conseguir verbas. Para adquirirmos um simples ônibus escolar temos que enfrentar uma burocracia infernal, bem demorada e complexa, até o governo federal liberar os recursos. Não dá para administrar um país inteiro desta maneira. Deve haver descentralização financeira para que os municípios possam, por exemplo, comprar o ônibus com seus recursos próprios, sem depender dos tecnocratas federais. Mas a realidade não é essa.

Falando de obras e projetos. Por que até agora as casas do Minha Casa, Minha Vida ainda não foram inauguradas?

 Prefeito - Tivemos que enfrentar uma longa caminhada burocrática para restabelecer a conexão da Prefeitura com o governo federal, para reativar estas obras que estavam paralisadas desde o governo passado. Primeiro, tivemos que renegociar valores. Depois, foi necessário refazer as prestações de contas do que foi deixado abandonado. Somente depois disso, é que foi possível restabelecer o fluxo de verbas federais para a conclusão destes serviços.

E em relação à situação das ruas e avenidas da cidade. O que pode ser feito?

Prefeito - Uma ação mais arrojada consome tempo para elaboração, captação de recursos e execução. Não podemos nos contentar com simples ações de tapa-buracos. E o nosso trabalho segue firme nessa direção. Já no primeiro ano da minha gestão, conseguimos enquadrar Arenópolis em um programa do Governo de Goiás, com perspectiva de R$ 500 mil em verbas, que agora só dependem dos tramites legais para virem beneficiar nossa população. Estamos agora trabalhando os projetos que serão apresentados junto à AGETOP. É um processo um pouco lento, que vai ganhando forma aos poucos.

Prefeito, é sabido que o interior do país enfrenta muitos problemas em relação aos serviços de saúde ofertados à população. E em Arenópolis? Como está a saúde?

Prefeito - A saúde em Arenópolis vai bem. Aos poucos estamos reconstruindo as bases dos serviços de saúde, e estamos tendo um apoio extraordinário do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, por determinação do Governador Marconi e do ex-secretário Balestra, inclusive com disponibilização de recursos para a compra de novos equipamentos para o Hospital Municipal.

Como vai a relação com a Câmara Municipal?

Prefeito - A Câmara Municipal é um Poder de alta relevância no regime democrático. Nela estão os representantes mais autênticos da população, porque são os que estão mais perto do cotidiano das pessoas, convivendo diretamente com os problemas e recebendo diretamente também as pressões e reivindicações. Respeito muito cada um dos nossos vereadores. O Legislativo Municipal tem apoiado decisivamente minha gestão, e de forma amplamente majoritária. A relação do Prefeito com os vereadores tem sido cordial, de amizade e de companheirismo, e pautada pela compreensão mútua.

Na sua visão, quais são os erros que seu governo cometeu neste início, e como o senhor pretende consertá-los?

Prefeito - Na gestão pública é muito difícil acertar sempre. Muitas vezes as decisões têm que ser tomadas com certa rapidez, prejudicando uma análise mais detalhada, o que pode produzir equívocos. Mas considero a omissão o maior erro. Quem assume a responsabilidade de gerir a coletividade tem que ofertar possibilidades e caminhos a ela, e nada disso será possível sem que se decida por uma das opções apresentadas. Entendo também que é preciso ter humildade para reconhecer os erros e recuar, buscando superá-los. Preocupo-me em acertar, me esforço para ter os melhores elementos e informações para decidir bem. Acho que estou fazendo o possível para que o nosso povo viva cada dia melhor.

Quais são as diretrizes para o seu governo nos próximos meses?

Prefeito - Como já disse anteriormente, no primeiro ano de gestão demos prioridade na organização da máquina administrativa para colocar ordem na casa. Ao mesmo tempo, na medida em que este trabalho avançava, articulamos incansavelmente para enquadrar a cidade em vários programas federais e estaduais, para captação de verbas, e atração de investimentos. Esta etapa está razoavelmente vencida, e agora o nosso esforço será a condução do que está encaminhado para transformar essas expectativas em realidade.

Como o senhor pretende deixar Arenópolis ao terminar o seu governo no final de 2016?

Prefeito - Os aplausos e criticas, no início de governo, são comuns, geralmente todo começo é assim. Há um crédito inicial que anestesia eventuais atropelos ou equívocos e há a visão negativa de quem torce pelo fracasso. Difícil é sair do governo sob aplausos! Poucos conseguem. Espero fazer um bom trabalho e ter o reconhecimento pelo esforço empreendido.


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