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Veja o que pode e o que não pode ser feito nos momentos de lazer

Foto: Reprodução

Apesar de terem iniciado um pouco antes as férias escolares deste ano no Brasil, muitas famílias só estão saindo realmente de viagem agora, no mês de julho. Em Goiás, são muitas as opções de turismo, do sossego das fazendas e pescarias, seja no Rio Araguaia na cidade de Aruanã, no Lago Serra da Mesa na região de Uruaçu, ou a diversão dos parques aquáticos de Caldas Novas. O importante é que toda a família esteja ciente do seu papel para preservar a natureza e não correr riscos desnecessários, causados muita das vezes pela falta de planejamento.

Só no ano passado foram registrados 17 salvamentos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) nos municípios localizados na região do rio Araguaia. O que aponta a necessidade das famílias ficarem atentas às demarcações feitas pelos bombeiros, para que não ocorram acidentes. Além disso, escolher bem o local de acampar é fundamental para que não ocorra nenhum imprevisto.

O tenente do CBMGO Eberson Holanda ressalta alguns itens que não devem ficar em casa durante essas férias. “Coloque na mala o filtro solar, não se esqueça do kit de primeiros socorros e nem mesmo dos sacos de lixo e principalmente o colete salva-vidas para todos os viajantes, esses são indispensáveis para quem vai estar próximo a rios ou necessitar de embarcações”, ressalta. Esses quatro itens são fundamentais para uma estadia tranquila durante suas férias.

De acordo com o coronel do Batalhão Ambiental da Polícia Militar Avelar Lopes de Viveiros, foi lançada na última sexta-feira (27), pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), uma operação em parceria com o comando para o período de férias, assim como também fez o Ibama. Os dois órgãos administrativos de meio ambiente irão fazer uma ação simultânea, além disso, haverá a Operação de Férias da PM, no qual o Batalhão Ambiental também irá participar.

As cidades de Aruanã, Aragarças, Luiz Alves, Bandeirantes e Britânia devem ser as mais assistidas por esse batalhão em especifico, é o que explica Avelar. “Toda região do rio Araguaia será monitorada e terá a maior concentração de efetivo, no que tange a nossa ação. A bacia do Corumbá, região de Caldas Novas e entorno do Distrito Federal, Serra da Mesa e todos os pontos turísticos com relação ao meio ambiente serão policiados por nós”, afirma.

Ele esclarece que o entorno do Rio Araguaia terá uma atenção maior por se tratar de uma região onde há maior contato com a natureza e a degradação ambiental corre mais riscos de acontecer. “Em Caldas também há um foco grande de turistas, talvez até maior que nos municípios que cercam o rio Araguaia se avaliado individualmente, no entanto, nessa cidade há uma estrutura hoteleira, o contato com a natureza é controlado”, explica. Ele ainda cita que nessa região o policiamento mais ostensivo deve ser realizado pela PM diariamente.

Conservação é a meta

Alguns equívocos são cometidos por todos quando se trata de preservar o meio ambiente. O comandante do Batalhão Ambiental afirma que o foco e esforços deles estão na conservação. “Usar com consciência, não é racional que a PM ou qualquer outro órgão pense em proibir o acesso das pessoas a qualquer recurso natural, o que devemos é orientar e auxiliar essas pessoas de forma que o uso seja racional e não destrua o que ainda temos”, ressalta. Ele explica que atualmente os órgãos de meio ambiente no Brasil começaram a ter essa consciência, além de algumas empresas privadas que já estão buscando melhora para minimizar a destruição ambiental no País. “Os grandes poluidores, destruidores, não é a população,  mas sim as empresas. Elas estão começando a ter um nível de maturidade a esse respeito, em outros países já vinha ocorrendo, aqui agora está se materializando”, diz.

Cota zero

Avelar Lopes esclarece que a Cota Zero (lei nº 4.418/11) é estadual e tem validade por três anos. Em Goiás, ela iniciou no ano passado, mas ainda não completou seu primeiro ano em vigor, ou seja, ainda há mais dois anos de cota zero no Estado. “É importante afirmar que há exceções, mas é impossível citar todas, são muito detalhadas, no site da Semarh é possível ter acesso à normativa completa”, diz.

É permitido o transporte de até 10 kg de pescados exóticos, é o que explica o coronel. “São aqueles peixes cuja origem não é natural da região, eles foram introduzidos naquele ambiente, seja por meio criminoso, ou por que o criador trouxe o peixe, mas não deu certo então jogou no rio e até mesmo pelo rompimento de alguma barragem”, ressalta. Ele ainda esclarece que o mais importante para quem pretende pescar nessas férias ou em qualquer outro período é o cadastro no site da Semarh, que te dá a licença para pesca amadora. “Você faz a licença que tem um valor cobrado. É permitido o consumo na beira do rio de até 5 kg e restante cota zero pelo tempo previsto”.

A operação de fiscalização da Semarh iniciou no Vale do Araguaia com a “Operação Araguaia 2014 de fiscalização e monitoramento ambiental”. De acordo com nota publicada no portal de notícias da secretaria, cerca de 80 servidores da Semarh e policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar vão atuar em conjunto para coibir a pesca predatória, a caça, o desmatamento ilegal e a poluição do rio. Só no ano passado foram abordadas mais de 16 mil pessoas, em 4.548 veículos de passeio e embarcações e 60 ônibus. Eles chegaram a visitar 194 acampamentos e apreenderam 1.821 quilos de pescado.  No total foram R$129 mil de multas aplicadas e 93 pessoas notificadas. A operação segue até o dia seis de agosto. Pra quem quiser denunciar qualquer crime ambiental basta entrar em contato com a Semarh pelo Disque-Denúncia Ambiental (080-6462112).  Para tirar a licença, basta acessar o site e fazer a solicitação.

Projeto Guardiões da Naturez

O coronel do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, Avelar Lopes de Viveiros, esclareceu sobre o programa Cota Zero.Sônia Barbosa é chefe do Núcleo de Educação Ambiental que implantará o projeto Guardiões da Natureza no Estado

A chefe do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Polícia Militar, Sônia Barbosa dos Santos, cita que foi iniciado o primeiro ano do projeto Guardiões da Natureza. Crianças de 10 a 12 anos podem participar, segundo ela. Essa faixa etária é a ideal, pois nela os pequeninos já conseguem aprender as lições, e o principal, passá-las adiante, sejam para os pais, familiares ou amigos. “Serão 15 dias de projeto a iniciar no dia 7 e concluiremos no dia 18 de julho. Teremos uma parte teórica, onde falamos sobre as queimadas, como preservar o ambiente, preparar o acampamento sem danos ao meio ambiente usando madeiras como o eucalipto, e outras lições”, afirma. Ela ainda ressalta que serão realizadas visitas com essas crianças às praias, onde terão contato com os turistas e ministrará minipalestra.

O trabalho realizado pelo NEA deve chegar a cerca de 500 crianças por dia. “No espaço que temos, as escolas agendam visitas e vão também os turistas. É preciso ensinar sobre a conscientização a respeito da preservação ambiental. Nós também fazemos a taxidermia (empalhamento) dos animais que são mortos atropelados nas estradas, e os expomos para mostrar a importância de reduzir a velocidade quando o perímetro for de mata onde há esses bichos.” 

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